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O que está por trás da estratégia dessa fintech "que parcela tudo"?

Fundada no fim de 2020, a Parcelamos Tudo oferece uma solução de pagamento e parcelamento de boletos e contas (vencidas ou a vencer), incluindo maquininhas de cartões (POS) e TEF, com sistema acoplado ao caixa

O que está por trás da estratégia dessa fintech "que parcela tudo"?

Mulher fazendo pagamento (Fonte: Getty Images)

, conteúdo exclusivo

5 min

28 dez 2022

Atualizado: 4 jan 2023

A Parcelamos Tudo, que oferece uma solução de parcelamento e pagamentos de contas, taxas, impostos e tributos, está recebendo a primeira “parcela” de uma rodada de captação, com o objetivo de escalar o negócio e levar seus serviços para mais municípios Brasil afora.

A fintech acaba de levantar R$ 3,3 milhões em um aporte liderado pelo fundo Nera Investimentos e acompanhado pela Bossanova e pelo family-office Mascarenhas. O alvo, porém, é R$ 5 milhões, conta Pedro Marrey Sanchez, sócio-fundador da Parcelamos Tudo. “Esse investimento é para crescimento. Em 2023, queremos implantar todos os contratos já ganhos.”

Fundada no fim de 2020, a Parcelamos Tudo oferece uma solução de pagamento e parcelamento de boletos e contas (vencidas ou a vencer), incluindo maquininhas de cartões (POS) e TEF, com sistema acoplado ao caixa. A tecnologia é fornecida para prefeituras e Detrans, que oferecem aos contribuintes essa alternativa de parcelamento em até 12x no cartão de crédito.

“O mercado não explora a área pública, que é burocrática e complexa. Estamos falando de um universo de dívida pública de R$ 3 trilhões em diversas esferas”, comenta Pedro. “A ideia do negócio é criar facilidade para o contribuinte pagar as parcelas das suas contas e diminuir a inadimplência dos órgãos públicos. Eles recebem à vista e o consumidor paga parcelado no cartão de crédito.”

Atualmente, a fintech tem 23 contratos rodando — 13 municípios e 10 Detrans. Na fila, há outros 110 contratos ganhos, que ainda não foram implantados. O montante transacionado pela Parcelamos Tudo ainda é modesto, mas o crescimento é acelerado. O TPV (sigla em inglês para volume total de pagamentos) foi de R$ 2,4 milhões no fim de 2021 para mais de R$ 7 milhões este ano. A expectativa é triplicar a quantia em 2023.


A receita do negócio vem da cobrança de uma taxa de conveniência de 10% sobre o valor a ser parcelado. Os órgãos públicos não pagam para usar os serviços. “Não geramos ônus para o ente público. É uma prerrogativa dos nossos contratos”, enfatiza Pedro, um advogado especialista em direito tributário que lidera também a Prudentte, fintech de banking as a service (BaaS), e o banco digital Girabank.

Em 2023, além de colocar para rodar a nova leva de contratos ganhos, a Parcelamos Tudo vai lançar o Pix parcelado — hoje a solução aceita apenas cartão de crédito. Outro plano é instalar totens de autoatendimento para pagamento de contas em shoppings. “Também vamos fazer um MVP com cartórios. Vai ser uma revolução”, diz o empreendedor.

Com tecnologia desenvolvida dentro de casa, a fintech tem um acordo para operar como subadquirente da PagSeguro e da Rede. Na infraestrutura bancária, o parceiro é a Casa do Crédito, uma Sociedade de Crédito ao Microempreendedor. “Somos multi bandeiras, qualquer cartão de crédito é aceito na nossa máquina”, afirma Pedro. “Até agora, tivemos só um caso de ‘chargeback’ porque temos um nível de segurança altíssimo.”

MERCADO

No nicho em que atua, com foco principalmente em tributos, taxas e impostos, a Parcelamos Tudo enfrenta concorrência de poucas fintechs. Entre elas estão Zapay Pagamentos – que possui integração com 25 Detrans pelo país – e a Asteroide, que tem como foco pagamento de tributos, IPVA, multas de trânsito e outros débitos municipais, como ITBI e ISS.

Outro nome é o Banco Útil, que nasceu com o objetivo de ajudar as empresas no pagamento de tributos fiscais e vem evoluindo para ser uma carteira digital corporativa, com foco no contas a pagar das companhias.


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