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O que é DeFi e como funcionam as finanças descentralizadas?

Aprenda, de forma simples, o protocolo que busca descentralizar o sistema financeiro

O que é DeFi e como funcionam as finanças descentralizadas?

Gráficos digitais de finanças (foto: Getty)

, jornalista da StartSe

6 min

23 jun 2021

Atualizado: 23 jan 2023

Por Tainá Freitas

Enquanto o Bitcoin foi criado para descentralizar o dinheiro, o DeFi pretende descentralizar os serviços financeiros. Ambos coexistem no mesmo universo: a Blockchain.

Mas o que é DeFi? DeFi é a sigla para "Decentralized Finance”. Em português, “finanças descentralizadas”. O DeFi é um protocolo que busca retirar os intermediários das transações financeiras -- sejam os bancos ou as próprias corretoras de criptomoedas.

Isso porque a maioria dos projetos de DeFi são open source, de código aberto, e não dependem de nenhuma empresa. É por isso que os projetos também não têm origem em uma região específica, mas são muito pautados pelas comunidades. As transações são do tipo “peer to peer”, de pessoa para pessoa.

O QUE É POSSÍVEL FAZER COM DeFi?

Empréstimos, hipotecas, investimentos… São diversos os serviços financeiros que podem ser realizados em um ecossistema DeFi. Podem ser usadas as criptomoedas comuns -- mais frequentemente, o Ethereum --, ou as stablecoins. As stablecoins são moedas digitais cujo valor está atrelado à moedas tradicionais.

“É possível utilizar uma criptomoeda ou stablecoin e pegar um empréstimo, ou até mesmo emprestar ativos para ser remunerado com juros nessas moedas”, explica Gabriel Laender, sócio e chefe de tecnologia da Faria, Cendão & Maia Advogados e membro da Silicon Valley Blockchain Society.

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COMO É FEITA A GESTÃO DE PROTOCOLOS DeFi?

Os protocolos de DeFi geralmente possuem fundações e institutos de apoio para possibilitar a “autogovernança”. Para ter poder ao voto, os usuários compram tokens específicos, de governança.

“São quantidades pequenas. Nessas discussões são decididas a taxa de juros, quais ativos que a plataforma aceita, entre outros”, explica Laender em entrevista à StartSe. Depois de ter essas particularidades decididas, o serviço se torna escalável a partir de uma comunidade engajada.

QUAL É A BLOCKCHAIN UTILIZADA?

Foto: Getty Images

A blockchain, as moedas utilizadas e até mesmo as regras variam de acordo com cada protocolo de DeFi. Há, no entanto, boas práticas e as plataformas e moedas mais utilizadas. A Blockchain do Ethereum geralmente é escolhida pois permite a criação de contratos inteligentes.

Atualmente, o Ethereum é a segunda criptomoeda mais negociada do mundo, ficando apenas atrás do Bitcoin. A moeda cresceu devido à possibilidade do registro mais fácil de informações, transações, entre outros. Enquanto o Bitcoin ainda está trazendo essas facilidades à sua plataforma, o Ethereum já foi criado com essas possibilidades.

É SEGURO?

A tecnologia das criptomoedas e blockchain é, em geral, segura. No entanto, golpes acontecem com frequência, pois ainda é um novo mercado e há um desconhecimento geral do público -- principalmente quando falamos dos novos usuários.

Por ser um protocolo descentralizado, muitas vezes não contendo nem uma corretora, o usuário deve ficar ainda mais atento. “Se acontece uma falha técnica ou humana, não há um 0800 que o cliente possa ligar e resolver o problema rapidamente. Se depositou o token errado, pode perdê-lo”, conta o especialista.

Quem deseja entrar neste mercado deve estudá-lo atentamente. “Procure por comunidades no YouTube ou Twitter; são duas fontes mais fáceis de lidar. Os livros, infelizmente, já chegam desatualizados nas lojas”, comenta Laender. Um fator que pode ser uma barreira é que a maioria dos conteúdos ainda estão disponíveis em inglês.

OPEN BANKING X DeFi

Open Banking (Foto: Getty Images)

Devido à proposta de descentralizar o sistema financeiro, é comum pensar em uma similaridade entre o Open Banking e o DeFi. As semelhanças, no entanto, terminam por aí. Isso porque, na primeira opção, os clientes continuam contando com bancos, fintechs e outras instituições financeiras como intermediárias nas transações.

Na segunda opção, os clientes podem utilizar os serviços financeiros sem estarem atrelados a uma empresa, além de contarem com protocolos de blockchain, criptomoedas, entre outros. Há, no entanto, limitações para os serviços que estão sendo oferecidos até agora e maiores desconfianças quanto à segurança.

Leia mais: 

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Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apresenta o podcast Agora em 10 na StartSe e também atua na área de Comunidades na empresa. É especialista em inovação, tecnologia e negócios.

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