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O que a Nvidia enxergou nesta startup para apostar US$ 150 milhões?

A resposta está no “momento invisível” da IA.

O que a Nvidia enxergou nesta startup para apostar US$ 150 milhões?

Baseten acaba de receber 150 milhões de dólares da Nvidia como investimento

, redator(a) da StartSe

5 min

21 jan 2026

Atualizado: 21 jan 2026

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Treinar modelos de IA chama atenção. Rodar IA em escala é o que paga a conta. E foi exatamente isso que a Nvidia viu na Baseten.

Enquanto boa parte do mercado ainda discute quem tem o modelo mais poderoso, a Nvidia está olhando para onde o dinheiro realmente vai circular nos próximos anos: inferência — o momento em que a IA sai do laboratório e entra na vida real, atendendo usuários, empresas e bilhões de requisições por dia.

A Baseten não cria modelos. Ela faz os modelos funcionarem melhor, mais rápido e mais barato. E isso muda tudo.

Inferência virou o gargalo — e a oportunidade

Jensen Huang vem repetindo: a próxima fronteira da IA não é treinar, é executar.
Cada prompt, cada resposta, cada decisão em tempo real consome computação. E essa demanda está explodindo.

Estudos já indicam que até dois terços de toda a computação de IA em 2026 será dedicada à inferência, não ao treinamento. Ou seja: quem dominar essa camada vira infraestrutura crítica do novo mundo digital.

A Baseten construiu exatamente isso: uma plataforma que permite às empresas implantar, escalar e operar aplicações de IA com eficiência brutal, extraindo mais performance de cada GPU.

O casamento perfeito com a estratégia da Nvidia

O dado que chama a atenção não é só a rodada de US$ 300 milhões nem a avaliação de US$ 5 bilhões. É o desempenho técnico:
a Baseten mostrou ganhos de até 225% em custo-benefício usando GPUs Blackwell da própria Nvidia.

Para a Nvidia, isso é ouro estratégico.

Ela não está apenas vendendo chips. Está financiando empresas que fazem seus chips se tornarem indispensáveis. Quanto mais eficiente a inferência, mais aplicações surgem. Quanto mais aplicações, mais GPUs são necessárias. É um ciclo de retroalimentação.

A Nvidia não investe apenas em startups. Ela investe em multiplicadores de demanda.

Infraestrutura vence o hype

Outro sinal claro: a Baseten vence 95% das disputas diretas de performance contra concorrentes e já sustenta produtos que geram bilhões de dólares em setores como saúde, jurídico, pesquisa e conteúdo.

Isso mostra maturidade. Não é aposta conceitual. É infraestrutura em produção, com clientes reais, carga real e dinheiro real circulando.

É por isso que, mesmo em um mercado que muitos chamam de “superaquecido”, fundos como IVP e CapitalG continuam colocando cheques grandes nesse tipo de empresa.

O sinal maior para líderes e investidores

A mensagem da Nvidia é clara: o valor da IA não está apenas em quem cria o cérebro, mas em quem opera o sistema nervoso.

Empresas que dominarem inferência — custo, latência, escala, confiabilidade — vão capturar uma fatia desproporcional do valor econômico da IA.

A Nvidia não apostou US$ 150 milhões na Baseten porque ela é uma startup promissora.
Apostou porque sem empresas como a Baseten, a revolução da IA simplesmente não escala.

E quem controla a infraestrutura, controla o futuro.

No fim, o investimento da Nvidia na Baseten é uma aula prática de ambidestria estratégica

A Nvidia protege o core — chips, GPUs, licenças, ecossistema — enquanto investe agressivamente no próximo horizonte de valor: a inferência como infraestrutura crítica da economia digital. Ela não espera o mercado se consolidar para agir; ela molda o mercado.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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