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O metaverso acabou. E a Meta já estava de olho na próxima aposta há tempo.

O encerramento do Horizon Worlds não é uma surpresa — é o capítulo final de uma retirada planejada. Enquanto o projeto morria lentamente, Zuckerberg já movia todas as fichas para a inteligência artificial

O metaverso acabou. E a Meta já estava de olho na próxima aposta há tempo.

Muito hype, investimentos pelo ralo e, finalmente, a pá de cal no metaverso. Qual a próxima aposta da Meta?

Bruno Lois

, redator(a) da StartSe

6 min

19 mar 2026

Atualizado: 19 mar 2026

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Em 2021, Mark Zuckerberg fez uma das apostas mais audaciosas da história recente do Vale do Silício. Mudou o nome da empresa de Facebook para Meta, colocou bilhões de dólares na construção de mundos virtuais e declarou que o metaverso seria o futuro da interação humana. Quatro anos depois, o Horizon Worlds — o projeto que deveria ser o coração dessa visão — está sendo encerrado.

A Meta anunciou oficialmente as mudanças no dia 17 de março. O movimento é cirúrgico e definitivo.

O que está sendo desligado — e quando

O cronograma de encerramento já está definido. A partir de 31 de março de 2026, o Horizon Worlds deixa de aparecer na loja dos headsets Meta Quest, assim como o aplicativo Events. Os mundos de interação Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay serão removidos da plataforma.

Em 16 de junho de 2026, o aplicativo é removido dos headsets por completo, deixando de funcionar em realidade virtual. Apenas versões otimizadas para dispositivos móveis continuarão disponíveis — o que, na prática, representa uma sobrevida simbólica, não uma continuidade estratégica.

A tecnologia de mapeamento de ambientes reais Hyperscape, ainda em fase beta, será separada do Horizon Worlds e terá um aplicativo próprio. Mas perderá as funcionalidades sociais — compartilhamento, convite para visitas e a experiência coletiva de espaços virtuais, que era exatamente o que a diferenciava.

Assinantes do plano Meta Horizon Plus também perdem acesso a elementos digitais adquiridos: moedas, itens de microtransação, roupas digitais, avatares e compras dentro dos mundos virtuais.

Por que o metaverso não decolou

A resposta honesta é que o produto nunca convenceu o público. A recepção massiva que Zuckerberg esperava nunca veio. A tecnologia virou motivo de piada — o episódio dos avatares sem pernas, exibidos em vídeos oficiais enquanto a funcionalidade não existia na plataforma, é apenas o exemplo mais emblemático de uma trajetória marcada por promessas e entregas que não se encontravam.

O Reality Labs, divisão responsável pelos projetos de VR e metaverso, acumulou prejuízos crescentes durante anos. A Meta começou a dar sinais claros de recuo nos últimos dois anos: demissões no setor no ano passado, encerramento de estúdios de jogos VR e de salas de reunião no metaverso no início de 2026. O fechamento do Horizon Worlds é o ponto final de um processo que já estava em andamento.

Para onde a Meta está indo

A mudança de foco já está consolidada. Os novos investimentos da companhia se concentram em duas frentes: inteligência artificial — incluindo a busca declarada por superinteligência, um dos objetivos mais ambiciosos da Meta — e óculos inteligentes, segmento em que a empresa se posicionou como referência com os Ray-Ban Meta.

A lição que fica é estratégica e vale para qualquer organização: visão de futuro sem validação real de mercado consome capital, tempo e credibilidade. A Meta apostou alto em uma tecnologia antes de entender se as pessoas queriam viver dentro dela. Não queriam.

Agora a empresa corre para não perder o trem da IA — uma corrida em que o mercado já está adiantado e os rivais são OpenAI, Google e Anthropic. A reputação do metaverso vai custar caro nessa disputa. Mas a capacidade da Meta de pivotar com velocidade e escala é, ela mesma, uma vantagem competitiva difícil de ignorar.

O metaverso foi um erro caro. A questão agora é se a aposta em IA vai ser o acerto que compensa.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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