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O Google pode estar prestes a se tornar a empresa mais do mundo — e a IA é a razão

Com lucro quase dobrando e Google Cloud crescendo 63% em um único trimestre, a Alphabet se aproxima da Nvidia no ranking global e acena para um feito inédito em mais de uma década.

O Google pode estar prestes a se tornar a empresa mais do mundo — e a IA é a razão

A Alphabet, controladora do Google, encostou na Nvidia e mira o topo do ranking das empresas mais valiosas do mundo, impulsionada pelo boom de IA corporativa e pelo desempenho histórico do Google Cloud.

Bruno Lois

, Editor

7 min

7 mai 2026

Atualizado: 7 mai 2026

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Por um breve momento em fevereiro de 2016, o Google foi a empresa mais valiosa do mundo. Durou pouco. A Apple retomou o topo, e nos dez anos seguintes a Alphabet oscilou entre as primeiras posições sem jamais reconquistar o trono. Agora, pela primeira vez desde então, esse cenário voltou a estar ao alcance — e o motor por trás disso tem nome: inteligência artificial.

Em maio de 2026, a Alphabet está avaliada em aproximadamente US$ 4,6 trilhões, muito próxima da Nvidia, que lidera com cerca de US$ 4,8 trilhões. A distância encolheu de forma acelerada nas últimas semanas, depois que a empresa divulgou um conjunto de resultados que surpreendeu até os analistas mais otimistas de Wall Street. A receita do primeiro trimestre alcançou US$ 110 bilhões, acima das expectativas de US$ 107 bilhões, e 22% maior na comparação anual — o 11º trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos.

O destaque absoluto do trimestre foi o Google Cloud. A unidade superou US$ 20 bilhões em receita pela primeira vez, um crescimento de 63% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelas soluções de IA corporativa, com produtos construídos nos modelos de IA generativa do Google crescendo quase 800% ano a ano. O lucro operacional da divisão mais do que triplicou, passando de US$ 2,2 bilhões para US$ 6,6 bilhões — um salto que sinaliza não apenas crescimento, mas maturidade: a nuvem deixou de ser aposta e passou a ser geradora de caixa em escala.

A carteira de contratos do Google Cloud chegou a mais de US$ 460 bilhões, quase dobrando em relação ao trimestre anterior. Os gastos de capital da Alphabet atingiram US$ 35,7 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 107% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a escala da construção de infraestrutura de IA em andamento. A empresa também elevou sua orientação de CapEx para o ano completo de 2026 para entre US$ 180 e US$ 190 bilhões. São números que revelam uma empresa apostando de forma convicta na infraestrutura como diferencial competitivo — e começando a colher os frutos dessa aposta com velocidade surpreendente.

A busca, que muitos especularam ser ameaçada pelo avanço dos chatbots de IA, respondeu ao ceticismo com crescimento de 19% na receita. As consultas ao Google atingiram máximas históricas no trimestre, impulsionadas exatamente pelas experiências de IA integradas à plataforma. O Gemini Enterprise cresceu 40% em usuários ativos mensais pagantes na comparação trimestral, e o volume de tokens processados pelos modelos próprios da empresa chegou a 16 bilhões por minuto — 60% acima do trimestre anterior. O lucro líquido da Alphabet chegou a US$ 62,58 bilhões, quase o dobro dos US$ 34,54 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O CEO Sundar Pichai resumiu o momento na teleconferência de resultados com uma frase direta: "2026 começou de forma extraordinária. Nossos investimentos em IA e nossa abordagem de pilha completa estão iluminando todas as partes do negócio." Não é discurso de quem defende uma posição — é de quem está avançando sobre ela. A Alphabet também anunciou aumento de 5% no dividendo trimestral, sinalizando confiança na sustentabilidade do crescimento.

A Nvidia, por sua vez, viu seu valor recuar de um pico histórico de cerca de US$ 5,2 trilhões para os atuais US$ 4,8 trilhões — ainda na liderança, mas com uma distância que encolhe. A probabilidade da Alphabet se tornar a empresa mais valiosa do mundo até o final de 2027 é considerada relativamente grande por analistas, desde que o entusiasmo do mercado transite de quem fabrica os chips para quem controla a camada funcional de inteligência, busca e dados à qual o planeta inteiro recorre diariamente. Essa tese tem um nome simples: o valor não está apenas na infraestrutura — está em quem sabe o que fazer com ela.

O que a trajetória da Alphabet deixa como lição para o mundo dos negócios é mais ampla do que uma disputa de ranking. A empresa foi pressionada, questionada, e até contada como derrotada na corrida da IA. Respondeu com execução: integrou a tecnologia à busca, à nuvem, às assinaturas, ao YouTube e às ferramentas corporativas de forma simultânea. Não criou um produto de IA. Criou uma empresa de IA. E o mercado está precificando exatamente isso.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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