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O ChatGPT precisa "pagar a conta": os anúncios chegaram

A OpenAI acaba de cruzar uma linha que parecia proibida: vai testar anúncios no ChatGPT pela primeira vez.

O ChatGPT precisa "pagar a conta": os anúncios chegaram

Os anúncios estão chegando no ChatGPT

, redator(a) da StartSe

5 min

16 jan 2026

Atualizado: 16 jan 2026

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O movimento marca uma virada clara no modelo de negócios da empresa — e revela uma verdade incômoda sobre a economia da inteligência artificial.

IA é poderosa. Mas é cara. Muito cara.

Os testes começam nas próximas semanas, inicialmente nos Estados Unidos, e atingem apenas usuários do plano gratuito e do novo ChatGPT Go, de US$ 8 por mês. Os anúncios aparecerão ao final das respostas, apenas quando houver relevância com a conversa, e serão explicitamente identificados como conteúdo patrocinado. Usuários dos planos pagos — Plus, Pro, Business e Enterprise — ficarão fora dessa experiência.

Publicidade entra, dados não saem

A OpenAI sabe que pisa em terreno sensível. Por isso, reforçou compromissos claros: os anúncios não influenciam as respostas do modelo, os dados dos usuários não serão vendidos e os anunciantes não terão acesso às conversas. A personalização será opcional — e totalmente desativável.

Além disso, não haverá anúncios para menores de 18 anos nem em temas sensíveis como saúde, saúde mental ou política. A empresa insiste que não está otimizando o produto para retenção de atenção. O objetivo é outro: financiar o acesso gratuito sem quebrar a confiança.

O fim do discurso “anúncios nunca”

Esse movimento representa uma guinada relevante no discurso da liderança. Em 2024, Sam Altman chegou a chamar publicidade de “último recurso” e disse que anúncios combinados com IA o deixavam desconfortável. Um ano depois, o tom mudou. Altman passou a admitir que gosta de anúncios em plataformas como Instagram — e que não é totalmente contra.

O sinal já estava dado. Em dezembro de 2024, a CFO Sarah Friar afirmou que, embora não houvesse planos ativos, a OpenAI estava aberta a novas fontes de receita.

Agora, o plano saiu do papel.

A matemática da IA não fecha sozinha

O pano de fundo é financeiro. Segundo o The Information, a OpenAI deve queimar US$ 17 bilhões em 2026, quase o dobro do prejuízo projetado para 2025. A empresa não espera gerar caixa positivo antes de 2029 ou 2030.

Publicidade virou necessidade, não escolha.

Projeções internas indicam que os anúncios podem gerar US$ 1 bilhão em receita já em 2026, com potencial de chegar a US$ 25 bilhões em 2029. Hoje, cerca de 95% dos usuários do ChatGPT não geram receita direta.

Enquanto isso, a concorrência avança. O Gemini, do Google, saltou de 5,7% para 21,5% de participação de mercado em um ano. O ChatGPT caiu de 86% para 64%.

O anúncio dos anúncios veio junto com o lançamento global do ChatGPT Go, agora disponível em mais de 170 países.

O sinal é claro

O ChatGPT deixou de ser apenas um produto revolucionário.
Agora é uma plataforma que precisa se sustentar.

E, na internet, quando o usuário não paga…
alguém paga por ele.

A era da IA “gratuita e infinita” está chegando ao fim. E a era da IA como negócio acaba de começar.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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