O Banco do Brasil está prestes a dar um passo que parece pequeno — mas é profundamente estratégico.
Movimento não é exatamente isolado: já vimos o Nubank fazer o mesmo tempos atrás.
, redator(a) da StartSe
4 min
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20 jan 2026
•
Atualizado: 20 jan 2026
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O projeto interno apelidado de BB Cel indica a entrada do banco no mercado de telefonia móvel como uma operadora virtual (MVNO), oferecendo planos pré e pós-pagos integrados aos seus serviços financeiros.
Não é sobre minutos ou gigabytes. É sobre dados, relacionamento e recorrência.
Se avançar, o BB se tornará o primeiro grande banco tradicional do país a operar sua própria “tele”, seguindo um caminho já trilhado por bancos digitais como Nubank e Inter. A diferença? Escala, base de clientes e capilaridade.
Banco que vira operadora não quer competir com a Vivo. Quer competir pelo cotidiano
O plano inicial é usar a infraestrutura das grandes operadoras, negociando o uso de rede — exatamente como fazem outras MVNOs. O valor não está na torre. Está no ecossistema.
Imagine pagar o plano de celular com pontos do cartão, ganhar bônus de internet por usar produtos financeiros ou gerenciar tudo dentro do app do banco. Não é conveniência. É lock-in.
O celular vira mais um ponto de contato diário com o cliente — algo que bancos sempre buscaram, mas raramente conseguiram fora do app.
Quando banco entra em telecom, o jogo muda
A lógica é clara: serviços financeiros estão virando commodities. Margens apertam. A diferenciação migra para a experiência, para a integração e para a frequência de uso.
Ao entrar na telefonia, o Banco do Brasil amplia seu território e joga o jogo da ambidestria. Sai do “momento financeiro” e entra no uso contínuo, no dia a dia, no bolso do cliente — literalmente.
Não é coincidência que essa movimentação venha depois dos bancos digitais. Eles entenderam cedo que quem controla mais dados, controla mais decisões.
O sinal estratégico
BB Cel não é um produto experimental. É um movimento de ambidestria: proteger o core bancário enquanto constrói novas fontes de valor em adjacências estratégicas.
Em resumo: o Banco do Brasil não quer ser uma operadora.
Quer ser uma plataforma de serviços essenciais, onde finanças, conectividade e dados se encontram.
No novo jogo, não vence quem tem mais produtos. Vence quem ocupa mais espaço na vida do cliente, com um ecossistema.
E o BB parece ter entendido isso.
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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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