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Jovens vaiam ex-CEO do Google ao falar sobre IA

Incidente revela algo que toda família com filhos jovens deveria levar a sério

Jovens vaiam ex-CEO do Google ao falar sobre IA

Eric Schmidt disse que a IA vai moldar o mundo e que os jovens precisam escolher de que lado estarão. A reação da plateia foi furiosa.

Bruno Lois

, Editor

9 min

19 mai 2026

Atualizado: 19 mai 2026

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Na última sexta-feira, 15 de maio, Eric Schmidt subiu ao palco da cerimônia de formatura da Universidade do Arizona para discursar diante de centenas de jovens prestes a entrar no mercado de trabalho. O que aconteceu nos minutos seguintes virou notícia mundo afora: o ex-CEO do Google — homem que comandou a empresa entre 2001 e 2011 e ajudou a transformá-la em uma das mais poderosas do planeta — foi o único orador do evento a ser recebido com vaias.

As interrupções se intensificaram especialmente quando Schmidt falou sobre inteligência artificial.

O que ele disse — e por que incomodou

Schmidt reconheceu, diante dos formandos, que ajudou a construir algo "mais complexo" do que o previsto. Admitiu que o plano nunca foi desenvolver uma tecnologia que "polarizaria as democracias e perturbaria uma geração de jovens".

Mas em seguida virou o argumento: disse entender o medo que os jovens sentem de disputar espaço com a IA, classificou esse receio como "racional" — e então pediu que eles parassem de temer e começassem a agir.

"Existe um medo na geração de vocês de que o futuro já esteja escrito, de que as máquinas estejam chegando, de que os empregos estejam desaparecendo", disse Schmidt, segundo o Business Insider. E foi exatamente ao tentar transformar esse medo em chamada para ação que as vaias aumentaram.

Para muitos na plateia, a mensagem soou como “mais um bilionário pedindo para que trabalhadores se adaptem à tecnologia que ele ajudou a criar” — e que agora ameaça os empregos deles. O Wall Street Journal publicou recentemente que as demissões no setor de tecnologia cresceram 40% em meio ao avanço da IA. Não é uma ansiedade abstrata.

Nota: Schmidt também foi alvo de manifestações relacionadas a acusações de abuso sexual registradas contra ele no ano passado — que ele nega — e que, segundo relatos, já faziam parte da mobilização de parte dos estudantes presentes.

Mas a frase que Schmidt deixou é real — e precisa ser levada a sério

Independentemente do contexto político do episódio, uma das frases do discurso de Schmidt merece atenção fora do ruído das vaias:

"A questão não é se a IA moldará o mundo. Ela moldará. A questão é se você terá moldado a inteligência artificial."

É uma frase densa, e vale destrinchá-la. 

O que Schmidt está dizendo é que existem dois tipos de relação possível com a IA no mercado de trabalho: a passiva — em que você é moldado por ela, adaptando-se ao que sobrar — e a ativa, em que você entende a tecnologia profundamente o suficiente para influenciar como ela é usada, desenvolvida e aplicada.

Essa distinção não é filosófica. É prática. E ela está sendo definida agora, enquanto a maioria das pessoas ainda trata a IA como uma curiosidade ou uma ameaça distante.

O problema: a escola não está preparando para isso

O episódio na Universidade do Arizona expõe algo que vai além do discurso de um executivo polêmico. Ele joga luz sobre uma lacuna crescente entre o que a educação formal oferece e o que o mercado de trabalho já está exigindo.

Quando os pais de jovens hoje entre 15 e 20 anos olham para o mundo que seus filhos vão encontrar ao sair da escola, muitos percebem que grande parte do que está sendo ensinado não tem conexão com esse futuro. 

Não porque os professores sejam ruins, mas porque o ritmo de transformação da economia, especialmente com a aceleração da IA, é mais rápido do que qualquer currículo consegue acompanhar.

Essa é exatamente a lacuna que o Tomorrow Learning, programa da StartSe para jovens de 15 a 20 anos, foi criado para preencher.

O que é o Tomorrow Learning e por que ele importa agora

O Tomorrow Learning é uma imersão de três dias desenhada para dar a jovens o tipo de repertório que o sistema formal de ensino ainda não consegue oferecer: contato direto com empresas que já operam com IA, interação com tecnologias que estão transformando mercados reais e conversas com profissionais que estão construindo o futuro agora.

O formato não é de aula. É de experiência. 

Os jovens visitam organizações, interagem com ferramentas de inteligência artificial, participam de dinâmicas de grupo e recebem acesso a frameworks que ajudam a entender como negócios funcionam na prática — com a perspectiva de quem está conectado ao Vale do Silício, a Miami, a Portugal, a Israel, à China e à Estônia.

O ponto de encontro diário é a sede da StartSe em São Paulo, e o programa inclui traslados, refeições e, mais importante, acesso à comunidade StartSe — porta de entrada para eventos, meetups e encontros com líderes que raramente aparecem em salas de aula.

O que mais chama atenção nos relatos de quem participou é o efeito que o programa tem sobre a forma como os jovens enxergam sua própria trajetória. 

Bernardo Freire, estudante do ensino médio que participou de uma edição, descreveu assim: "Aqui eu entendi como a tecnologia está por trás do crescimento das empresas, como elas se reinventam o tempo todo. A inteligência artificial abriu minha mente para coisas que eu nem imaginava."

Ele não saiu do programa querendo trocar de área. Saiu querendo integrar, entendendo que a tecnologia não é mais um campo separado, mas uma camada que atravessa todas as profissões.

A diferença entre temer e entender

A reação dos formandos do Arizona a Eric Schmidt é compreensível. Mas ela também revela algo preocupante: jovens que chegam à cerimônia de formatura ainda tratando a IA como uma ameaça a ser resistida, em vez de uma linguagem a ser aprendida.

Essa postura não é culpa deles. É o resultado de anos de formação em um sistema que ainda não fez essa transição. E o preço vai aparecer no mercado de trabalho — que, como os dados mostram, já está passando por transformações profundas.

A pergunta que Eric Schmidt colocou na formatura é legítima, mesmo que o mensageiro seja controverso: você vai esperar a IA te moldar, ou vai aprender a moldar a IA?

Para jovens entre 15 e 20 anos, essa janela está aberta agora. O Tomorrow Learning existe para que eles não a percam. Se você tem interesse para você ou para um filho ou filha, registre agora interesse no site e aproveite a próxima turma como janela de oportunidade.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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