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Metaverso policial: entenda porque a Interpol entrou no mundo virtual

Instituição chega ao metaverso para combater crime cibernético enquanto Meta precisa rever investimento na tecnologia, freando gastos e diminuindo quadro

Metaverso policial: entenda porque a Interpol entrou no mundo virtual

Sede da Interpol no metaverso

, Jornalista

6 min

27 out 2022

Atualizado: 13 dez 2022

O primeiro “metaverso policial global” veio aí, segundo a Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol. O movimento surgiu ao levantar que muitas ameaças ao redor do mundo estão acontecendo online, como ransomware e hacks. 

Neste cenário, a Interpol afirmou que  “algumas dessas ameaças provavelmente apresentarão desafios significativos, porque nem todos os atos que são criminalizados no mundo físico são considerados crimes quando cometidos no mundo virtual”. 

A proposta, entretanto, é “trabalhar com as partes interessadas para moldar as estruturas de governança necessárias e cortar futuros mercados criminais antes que estejam totalmente formados”, diz Madan Oberoi, diretor de tecnologia da agência. 

Reino Unido antecipa a questão e coloca Meta na parede

Mark Zuckerber apresenta a marca Meta (foto: reprodução)

Falando em segurança no metaverso, o Reino Unido anunciou que dada a natureza imersiva da tecnologia, é preciso um cuidado maior com os usuários. Por isso, a presidente-executiva da Ofcom, Melanie Dawes, disse que a autorregulação do metaverso pela Meta e Microsoft não funcionaria sob as leis de segurança online do Reino Unido.

A saída, segundo ela, seria que o Estado cuidasse disso, acreditando que as leis de segurança online existentes hoje são fortes o suficiente para lidar com plataformas e empresas do metaverso.

Mas esse não é o único problema da Meta...


A falta de progresso do metaverso da Meta já é preocupação faz um tempo. Buscando inicialmente 500 mil usuários até o final de 2022, a empresa reduziu a meta quase pela metade, estando abaixo dela, de acordo com o Wall Street Journal. 

Os quase US$ 15 bilhões gastos na divisão de realidade aumentada e virtual está cobrando seu preço. Brad Gerstner, CEO da Altimeter Capital, fundo de investimento com ações da Meta, divulgou uma carta pedindo que a empresa diminua o foco em metaverso e demita 20% de seus funcionários. 

As iniciativas fazem parte do plano do investidor para que a empresa recupere a confiança do mercado. Outro ponto levantado por ele é que a Meta está gerando confusão no usuário -- a gente já tinha falado aqui como a falta de identidade da marca está afetando a empresa. 

A proposta dele é que a Meta avance com projetos de IA, como o tradutor de voz universal, destacando a tecnologia como a porta para o futuro e também para melhores resultados econômicos.

Por que importa?

Foto: divulgação

O metaverso se desenha como futuro da comunicação, iniciativa que a Meta quer capitanear. Como uma ideia vaga para a maior parte das pessoas, a tecnologia já carrega problemas do mundo físico. Um deles é a queda das expectativas e de lucratividade da Meta, que segue apostando firmemente.

O outro é a segurança. Para o sócio-fundador do Opice Blum, Bruno e Vainzof Advogados Associados, Renato Opice Blum, “o metaverso é mais dinâmico do que a internet, tem mais sensação e emoção, mas muitas questões civis e penais serão comuns”.

Um caso recente de aplicação das leis no metaverso foi o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma das plataformas virtuais, na Operação 404 que combateu crimes cibernéticos. O que se pode afirmar é que, se o avatar representa uma pessoa natural, os direitos e deveres deverão se afinar entre os dois espaços - físico e virtual, explica o advogado.


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Jornalista focada em empreendedorismo, inovação e tecnologia. É formada em Jornalismo pela PUC-PR e pós-graduada em Antropologia Cultural pela mesma instituição. Tem passagem pela redação da Gazeta do Povo e atuou em projetos de inovação e educação com clientes como Itaú, Totvs e Sebrae.

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