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Inmetro aprova o primeiro selo para medir inclusão social nas empresas

O S do ESG ganha mais força e relevância com selo que vai criar base para empresas organizarem suas práticas e terem indicadores mais claros

Inmetro aprova o primeiro selo para medir inclusão social nas empresas

Diversidade e inclusão no ambiente de trabalho (Foto: Pexels)

, Jornalista

6 min

6 jul 2022

Atualizado: 16 jan 2023

Por Camila Petry Feiler

Cumprir com os requisitos do ESG pode parecer uma barreira quando não se sabe exatamente quais diretrizes seguir. Quando a gente fala do S, então, fica tudo mais nebuloso. 

Segundo a sexta edição da Pesquisa Global com Investidores Institucionais da consultoria internacional EY, a maior parte deles alega sérias dificuldades em obter informações relevantes para uma avaliação precisa das ações ESG das empresas. Isso impacta nos investimentos, mas não só: o público também está de olho e cobrando das empresas. 

+ ESG: por que a sigla se tornou prioridade para empresas?

Para monitorar as ações de organizações e a eficácia nas práticas ESG, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural conquistou o reconhecimento do Inmetro para o seu programa de acreditação de certificação da Escala Cidadã Olga Kos (Ecok).

O QUE É O ESCALA CIDADÃ OLGA KOS?

Depois de  10 anos trabalhando no desenvolvimento desta métrica, Natália Monaco, coordenadora do departamento de pesquisa do Instituto, explica que “a Escala Cidadã Olga Kos é um instrumento que objetiva mensurar, a partir da identificação, monitoramento e avaliação, como a inclusão é praticada no mercado de trabalho a partir das principais barreiras que impedem a inclusão laboral em empresas e/ou instituições.” 

A partir da certificação e do selo, a proposta é que as empresas tenham base para medir práticas diversas internamente. “A partir de cinco variáveis, 20 indicadores e 37 requisitos avalia-se o quanto uma empresa é inclusiva e a qualidade destes ambientes para todas as diferenças, sejam elas por gênero, idade, deficiência, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual ou qualquer outro fator de exclusão”, explica a coordenadora.  

O reconhecimento, além de gerar valor, cria movimentos para que as práticas sejam replicadas. Natália diz que a ideia é que “valorizar as empresas que reforçam seus valores e dar visibilidade para tais, de maneira a gerar casos de sucesso e exemplo a ser seguido por demais empresas.

GERANDO VALOR PARA AS EMPRESAS

(Foto: Pexels)

Natália elencou os fatores de relevância e diferenciais para as empresas que apostarem na busca do selo:

  • Promover o comprometimento, prioritariamente com a responsabilidade social;
  • Contribuir a partir de um método gerencial para assegurar a melhoria contínua do desenvolvimento da empresa ou organização com relação à inclusão de pessoas nas mais distintas diversidades;
  • Diminuir controles e avaliações por parte dos stakeholders;
  • Fazer frente à concorrência;
  • Melhorar a imagem da organização e de seus produtos ou atividades junto aos seus clientes;
  • Assegurar que o produto, serviço ou sistema atende às normas;
  • Tornar a organização altamente competitiva com produtos em conformidade às normas técnicas e atuar fortemente no conceito da valorização.

E isso já foi atestado na prática: de acordo com levantamento feito pela consultoria McKinsey em 15 países, incluindo o Brasil, as empresas que enxergam a diversidade como parte da estratégia têm mais chances de lucrar acima da média. Os dados indicam que as negócios com maior diversidade étnica, em suas equipes executivas, têm 33% mais propensão à rentabilidade.

Mas como conseguir o selo?

“É importante destacar que as certificadoras que desejarem creditar-se para oferecer este serviço às organizações interessadas em demonstrar seu nível de inclusão e receber o selo Olga Kos, poderão formalizar sua solicitação junto à Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE). Para isto, basta que acessem o portal do Inmetro. Já as empresas devem entrar em contato com as certificadoras.”

 

Veja também:

 

POR QUE IMPORTA?

As políticas de diversidade e inclusão garantem novas perspectivas e maiores campos de inovação para as empresas. Hoje algumas barreiras nem são tão claras para quem contrata, mas sim para quem vive e isso deve ficar mais evidente com o selo, como afirmou Natalia. 

Para isso, o ESG abre todo um potencial competitivo, mas deve ser vivido na cultura e ir além do marketing. A proposta é que as empresas comecem a se movimentar o quanto antes e preparem terreno para garantir acessibilidade e lugar para o crescimento desses talentos, com condições justas. 


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Imagem de perfil do redator

Jornalista focada em empreendedorismo, inovação e tecnologia. É formada em Jornalismo pela PUC-PR e pós-graduada em Antropologia Cultural pela mesma instituição. Tem passagem pela redação da Gazeta do Povo e atuou em projetos de inovação e educação com clientes como Itaú, Totvs e Sebrae.

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