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ESG: por que a sigla se tornou prioridade para empresas?

De empresas a startups, o ESG fez a responsabilidade ambiental, social e de governança se tornar prioridade. Por que o ESG teve tanto poder para gerar mudança?

ESG: por que a sigla se tornou prioridade para empresas?

esg-por-que-se-tornou-prioridade (Foto: GettyImages).

, Head de Conteúdo na Captable

6 min

14 dez 2021

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Responsabilidade ambiental, social e de governança são temas que individualmente já eram discutidos antes da materialização dos princípios ESG. A sigla, no entanto, uniu os três conjuntos de práticas e se tornou um playbook para empresas que desejam continuar em um caminho de crescimento responsável.

Unir e criar uma sigla não foram os únicos motivos que impactaram a adoção dos princípios em empresas de diversos tamanhos e segmentos. O impulso para a preocupação com o ESG aconteceu de dois lados: os consumidores passaram a consumir mais das empresas que se preocupam com as práticas e os investidores passaram a priorizar – e pagar mais – por ações de empresas que praticam o ESG.

EMPRESAS

Nas grandes empresas, de capital aberto, a prática passou a significar um gatilho de consumo: os clientes passaram a preferir, mesmo que não de forma completamente consciente, empresas que assumem a responsabilidade de alinhar suas ações às recomendações do ESG.

A Apple, por exemplo, tomou atitudes drásticas: de prometer emissões neutralizadas de carbono até 2030, novos produtos construídos com material reciclado, reports de responsabilidade na fabricação dos produtos, até medidas controversas como a remoção do adaptador de recarga das caixas dos iPhones – que foi adotada também por outras empresas, como Google, Samsung e Xiaomi.

Todas essas medidas, que foram também tomadas por outras empresas, mesmo que não admiradas conscientemente por uma parcela dos consumidores, significa que muitos deles deixaram de considerar o seu consumo como algo negativo, removendo uma barreira importante para consumir sem peso na consciência.

Os investimentos nessas empresas também passaram a ser prioridade por conta do capital disponível: os ativos de fundos sustentáveis cresceram 12% globalmente para US$ 2,24 trilhões no final de junho, de acordo com o Morningstar. Os títulos sustentáveis, incluindo títulos green e sociais, cresceram 76% no primeiro semestre de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. 

Os assets ESG representam um terço dos assets globais sob gestão, tendo superado US$ 35 trilhões em 2020, de acordo com a Global Sustainable Investment Alliance. Mas por que isso vem ocorrendo? Ocorre que investidores perceberam que, quando pensavam em estratégias de longo prazo, não fazia sentido injetar capital em empresas que não praticam o ESG – no médio prazo é provável que empresas que não divulgam métricas de sustentabilidade detalhadas não serão aceitas ou consideradas por investidores e órgãos reguladores.

+ Apple libera conserto de iPhone em casa; entenda a onda ESG

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STARTUPS

Na tendência crescente de valorização de empresas de capital aberto que observam os princípios ESG, os fundos de Venture Capital também vem adotando uma postura de preferência por negócios que atendem aos critérios do ESG.

Os fundos que aplicaram princípios ESG em suas seleções captaram US$ 51,1 bilhões de novos investidores em 2020, de acordo com a Morningstar – o dobro do ano anterior. O apetite dos fundos por ESG se justifica: é uma oportunidade de trabalhar com as empresas desde seus estágios mais iniciais, uma oportunidade única de ajudar os fundadores a alinharem suas práticas desde o princípio.

Sendo uma oportunidade de criação de valor, a falta de atenção ao ESG também pode significar a perda de um investimento: segundo estudo da Pwc, 65% dos investidores possuem uma política de investimento responsável (ESG) e 56% dos entrevistados recusaram acordos de parceria/investimentos por questões ESG.

Cada vez mais o ESG se torna uma exigência do mercado global. Com isso, as empresas brasileiras já começam a se mover para se adequar aos critérios, para as startups essa é uma chance de já começar de forma correta, sem depender de grandes mudanças – caras e demoradas – em seus processos no futuro.

O crescimento também é influenciado pelas constantes pesquisas que encontram que o investimento alinhado ao ESG não compromete os retornos financeiros e muito frequentemente performa melhor que aqueles que não observam as práticas.

+ Foodtech combina ESG e tecnologia para inovar

POR QUE IMPORTA?

Quando o assunto sustentabilidade se tornou pauta frequente, no início do novo milênio, era curioso ver que uma prioridade que era repassada na educação e na mídia não havia movido empresas a tomarem atitudes massivas em direção a um futuro mais sustentável. As práticas adotadas por algumas poucas empresas tinham um viés mais de marketing do que de fato preocupação com capital – de investidores ou consumidores.

A união das práticas em torno da sigla ESG e uma sociedade que crescentemente passou a preferir – ainda que não deliberadamente – os produtos e serviços de empresas responsáveis culminou em uma nova prática dos investimentos: valorizar empresas e startups que praticam a responsabilidade ambiental, social e de governança.

A Beeva é uma foodtech que já nasceu ESG, seguindo, desde o princípio, um caminho que prioriza o consumo responsável, trazendo desenvolvimento econômico para a Caatinga – região com o menor IDH do Brasil – e pensada desde sua sede para ter alta eficiência energética e utilização responsável dos recursos naturais. A Beeva já conquistou mais de 350 investidores através da CapTable, a plataforma de investimento em startups da StartSe, mas ainda dá tempo de fazer parte. Confira os detalhes.


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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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