Pressão competitiva tornará alguns investimentos não-negociáveis.
Insights da pesquisa Enterprise 2030, da IBM, fecham o primeiro dia de AI Festival com o presidente da empresa, Marcelo Braga
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4 min
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13 mai 2026
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Atualizado: 13 mai 2026
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Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, foi o responsável por encerrar o palco principal do AI Festival no dia 13 de maio — e o fez com dados, não com especulação. O pano de fundo de sua fala foi a pesquisa Enterprise 2030, conduzida pela IBM, que traça um mapa do que separa as empresas que vão liderar a próxima década daquelas que vão correr atrás.
A primeira provocação chegou logo de saída: a IA não será uma tecnologia que as empresas adotam. Ela será a identidade delas. A distinção importa. Tecnologia se compra, se implementa, se troca. Identidade se constrói — e leva tempo. As empresas que entenderem isso agora saem na frente. As que esperarem vão encontrar a distância mais difícil de fechar.
A segunda tese aprofunda a primeira: a melhor IA não será a mais poderosa do mercado. Será a mais única. E única significa proprietária — construída a partir da cultura, dos dados e da história de cada organização. Num mundo em que toda empresa terá acesso aos mesmos modelos de base, o que diferencia não é o modelo. É o que você alimenta nele. Seus dados de cliente, seus processos, sua forma de decidir. Quem tratar IA como commodity vai competir em commodity. Quem tratar como ativo estratégico vai construir algo que o concorrente não consegue copiar.
Sobre o impacto nos cargos e nas pessoas, Braga foi direto: a IA não vai pensar por você — mas vai transformar praticamente todas as funções existentes hoje antes de 2030. Não é uma previsão vaga. É uma reorganização em curso. E uma das dimensões mais concretas dessa transformação já está acontecendo no desenvolvimento de software: estamos entrando na era dos desenvolvedores nativos de IA, onde todo o ciclo de criação de software — da especificação ao deploy — já pode ser conduzido por agentes autônomos. O que era exceção virou fluxo padrão.
O ponto final da palestra tocou num tema que pouca gente ainda discute com a seriedade que merece: governança em IA agêntica. Quando agentes interagem com agentes — sem um humano no meio de cada decisão — a gestão de credenciais e permissões se torna exponencialmente mais complexa.
Não basta saber o que cada agente faz. É preciso saber com quem ele se comunica, em nome de quem ele age e quais limites ele respeita. A proteção nesse ambiente exige uma camada de controle hiper específica, desenhada para um mundo onde a autonomia é real — e as consequências, também.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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