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Entenda como a GOL quer reforçar as parcerias comerciais em busca de startups

Com mais de 20 anos de história no setor de aviação, a GOL Linhas Aéreas está aumentando seus esforços para levar inovação para dentro do seu ecossistema

Entenda como a GOL quer reforçar as parcerias comerciais em busca de startups

Gol Linhas Aéreas (Foto: Divulgação Facebook Gol Linhas Aéreas)

Conteúdo exclusivo Startups 

A companhia está estruturando seu relacionamento com startups por meio de projetos e parcerias comerciais em busca de empresas que a ajudem a melhorar a eficiência operacional, sustentabilidade e experiência dos clientes.

Segundo Luiz Borrego, diretor executivo responsável por tecnologia e inovação na GOL, a importância de se aproximar do ecossistema tem a ver com se conectar a diferentes realidades e formas de pensar e resolver problemas. “A indústria aérea é muito padronizada por conta das regulamentações. Trazer esse mundo de fora, que foi concebido e atua de forma distinta, gera muitas oportunidades e é por isso que estamos trabalhando com open innovation”, explica.

Quando ele fala em oportunidades, está pensando em um conjunto mais amplo de experiências que envolvem a jornada antes, durante e depois do voo. A primeira grande movimentação nesse sentido foi o projeto para desenvolver aeronaves 100% elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL). A iniciativa é feita em parceria com a startup britânica Vertical Aerospace, de táxis voadores elétricos, além das empresas Avolon, de leasing de aeronaves; o Grupo Comporte e a operadora de aeroportos Corporación América Airports.

Anunciado no ano passado, o contrato prevê a aquisição ou arrendamento de 250 aeronaves elétricas. O primeiro voo, afirma Luiz, deve acontecer em 2025, reforçando o compromisso da GOL em se tornar uma empresa mais sustentável. A aviação é responsável por 3,5% de todas as atividades humanas que impulsionam as mudanças climáticas, segundo uma pesquisa de 2020 da Universidade de Manchester, no Reino Unido. “Essa [o setor aéreo] é uma indústria que gera muito resíduo e a GOL se preocupa em pensar o que podíamos fazer para melhorar nessa área”, afirma Luiz.

Outra ação foi a parceria com a MOSS, uma plataforma brasileira de compra e venda de crédito de carbono. Com o acordo, a fintech ambiental dá a oportunidade para que os passageiros GOL compensem suas emissões de gases de efeito estufa. É possível aderir durante a compra da passagem ou acessar uma calculadora online para neutralizar trechos já voados. Em 1 ano de projeto foram compensadas mais de 7 toneladas de CO2, o equivalente a 36 hectares de florestas preservadas ou 12 campos de futebol de natureza nativa em solo brasileiro mantida intacta.

“Buscamos um parceiro reconhecido no mercado para nos ajudar nesse processo e dar opção para os clientes compensarem suas pegadas de carbono”, diz Luiz. A MOSS recebeu um aporte de US$ 10 milhões no ínicio do ano em sua rodada série A liderada por SP Ventures e Acre Venture Partners. A startup é parceira de grandes marcas como iFood, Arezzo, Hering, Elo e Mercado Bitcoin, além das norte-americanas Redpoint Ventures e a gestora SkyBridge.
 

Luiz Borrego, diretor de inovação da GOL Linhas Aéreas (Foto: Reprodução LinkedIn)

Convocando empresas inovadoras

Os projetos de inovação da GOL se intensificaram depois da incorporação da companhia de fidelidade Smiles, no ano passado. Recentemente, elas lançaram uma chamada pública em parceria com a consultoria ACE Cortex, em busca de startups do setor de turismo. O programa, aponta Luiz Borrego, reforça o desejo da GOL de melhorar a experiência além do voo, seja pelo hotel, aluguel do carro, passeios na cidade ou até ingressos no parque.

“Estamos buscando startups para fortalecer a intenção que a GOL e a Smiles têm de ter uma opção de agência de viagem mais completa. É algo que já estamos trabalhando internamente e estamos de olho em novas soluções para acelerar o projeto”, explica o executivo. O número de empresas selecionadas e o modelo de trabalho desenvolvido com elas ainda não está definido – o que, segundo Luiz, é algo proposital.

O número de parceiros está vinculado à qualidade das startups que se candidatarem – até a nossa conversa  no fim de agosto já eram mais de 80 empresas. “Pretendemos usar ao máximo todas as startups que enxergamos oportunidades para alavancar os negócios”, afirma Luiz. O tipo de parceria – seja contratos comerciais, projetos piloto, joint-ventures, aportes ou aquisições – será discutido caso a caso, e a companhia aérea diz não descartar nenhuma opção. “Não definimos para não perder oportunidades. Estamos completamente abertos a ouvir as preposições e encontrar um modelo de trabalho que faça sentido para todos.”

Apesar de considerar traveltechs como um todo, o programa também avalia startups de com foco em mobilidade, serviços financeiros, loyal techs e turismo. A companhia já está na fase dos comitês de seleção e pretende anunciar as escolhidas em breve.

O que vem mudando

Em 2018, a GOL anunciou o lançamento do GOL Labs, na época posicionada como uma incubadora e aceleradora para serviços no setor de aviação. Na época, o então diretor de inovação da empresa, Paulo Palaia, até apresentou a unidade como uma startup da companhia aérea, durante uma entrevista para a Época Negócios.

No entanto, nos últimos anos as coisas mudaram. “A pandemia fez com que a gente abrisse mão de muitas coisas no GOL Labs e passamos a posicionar esse braço como uma laboratório”, pontua Luiz Borrego. Segundo o executivo, a companhia aérea foi de 1.000 voos por dia em 2019 para cerca de 50 em abril de 2020. “A Covid-19 deixou marcas significativas na empresa e ainda estamos tentando sair disso. Diminuimos a receita e tivemos que abrir mãos de projetos que estavam sendo incubados no Labs.”

Hoje, o GOL Labs tem o objetivo de testar novas ideias e tecnologias. Uma delas, um autosserviço através da Alexa, assistente virtual da Amazon, com o qual o passageiro consegue consultar seu status de voo. Luiz define o momento atual da unidade como um recomeço. “Estamos reconquistando o espaço que o Labs tem que ter, incrementando o portfólio aos poucos e testando soluções”, pontua.

O executivo enxerga um fundo de corporate venture capital no futuro da GOL, mas diz não ter uma projeção de quando isso deve acontecer. “Ter outras alavancas de desenvolvimento é inevitável. Acredito que vamos sim chegar lá. A dúvida é quando estaremos prontos”, pondera. O que falta? Maturidade na empresa como um todo.

“Precisamos estar mais acostumados [com o ecossistema]. A chamada de startups é uma forma de popularizar esse modelo de trabalho. Estamos fazendo com que mais pessoas, áreas e diretorias participem. Quanto mais isso estiver espalhado na empresa, mais prontos estaremos para um criar um fundo de investimento e ter uma incubadora interna. É uma evolução natural. Hoje não estamos prontos, mas estaremos”, garante.

Questionado sobre como administrar aportes em um setor que vem sofrendo para salvar os caixas principalmente após a pandemia, Luiz afirma que “sempre haverá disponibilidade financeira para investir em bons projetos”. “Se houver boas oportunidades, que signficam produtos com propensão de gerar valor, vamos encontrar disponibilidade de investimento porque ele vai gerar retorno em algum momento”, pontua. “Não acredito que a disponibilidade financeira seja um entrave para deixarmos de fazer coisas que façam sentido, desde que a gente encontre boas oportunidades de negócios para gerar o valor agregado, fazendo sentido para a GOL e os clientes.” 

Ele diz que a maior preocupação da GOL daqui para frente é acompanhar a mudança no perfil de consumo e do consumidor. O que mudou, qual é a tendência e como a companhia pode atender a essas transformações e gerar um produto mais adequado. “Sabemos que não vamos resolver todos os problemas sozinhos. A GOL está aberta pra olhar para o mercado de fora e fazer parcerias de inovação com startups. Iniciamos esse posicionamento e agora vamos evoluir”, conclui.

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