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Exchanges: como a evolução cripto trouxe melhorias e mais competitividade

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4 min

24 jun 2024

Atualizado: 24 jun 2024

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*César Felix é gerente de experiência do cliente da NovaDAX

Quando olho para o mercado de ativos digitais e sua evolução, percebo que ainda se trata de um “negócio novo” se levarmos em consideração que a primeira criptomoeda nasceu em 2008 e a primeira exchange em 2010. Muita coisa mudou desde então, mas, no geral, estamos falando de um segmento com pouco mais de 15 anos de existência, que cresceu, evoluiu, teve altos e baixos, mas segue firme e em ascensão.

As exchanges, por sua vez, acompanharam esse movimento e são cruciais no ecossistema de criptoativos. Se em seu surgimento, as criptos eram conhecidas e compreendidas apenas por especialistas, as exchanges também. Apenas os experts eram capazes de entendê-las e realizar transações por meio delas. Felizmente, isso ficou para trás.

Em 2013, com o fechamento da exchange MT Gox, especialistas decretaram o fim do mercado cripto, o que se provou equivocado. O setor soube aprender com seus erros e se reinventar, abrindo caminhos para formatos mais amigáveis, mais seguros, menos técnicos e mais atrativos para os iniciantes. Mais adiante, em 2017, a explosão do Bitcoin provocou uma série de panes em muitas exchanges, que não tinham infraestrutura para atender à crescente demanda de usuários no Brasil e no mundo. Mais uma vez, foi um momento de aprendizado, no qual a necessidade de investimentos ficou bastante clara e serviu de lição para todo o setor.

Essas situações deixaram importantes aprendizados sobre as necessidades das exchanges e preferências dos usuários, que demandavam não só mais velocidade nas transações e automatização para depósitos e saques, mas também interfaces mais intuitivas, gráficos para análises e acompanhamento do mercado para profissionais vindos do mercado financeiro e conteúdos educativos, que contribuíssem para a entrada de leigos em finanças. As exchanges que souberam identificar essa necessidade e atender às demandas de seus clientes tiveram vantagem competitiva.

Mas, a evolução não parou por aí. Nos últimos anos, o foco tem sido não apenas na melhoria da infraestrutura, mas também na segurança e na transparência. Com a crescente adoção das criptomoedas por investidores, as exchanges passaram a implementar medidas rigorosas de segurança, como autenticação de dois fatores (2FA), auditorias regulares e sistemas avançados de detecção de fraudes.

A transparência também se torna um importante diferencial, com exchanges adotando práticas de auto regulação e se alinhando às necessidades regulatórias de seus países.

Além disso, sua integração com o sistema financeiro tradicional, se tornou um ponto crucial para sua evolução. A implementação de soluções de pagamento em moeda fiduciária facilitaram o acesso dos usuários às criptomoedas, e sua integração ao pix tornou o processo de compra e venda em exchanges muito mais intuitivo e acessível.

Segundo um relatório da Receita Federal, são mais de quatro milhões de brasileiros que investem em criptoativos. Em 2023, esse número era de um milhão e meio, o que demonstra uma possibilidade de crescimento muito grande. Para não só atrair, mas também manter esses novos investidores, é necessário uma experiência que seja simples e ao mesmo tempo educativa. Interfaces amigáveis, agilidade, gráficos, pares de negociação em Reais e informações de qualidade são alguns dos atrativos que devem fazer parte de qualquer exchange. O desafio para essas corretoras é continuar evoluindo e se adaptando às necessidades dos investidores, garantindo segurança, transparência e usabilidade.

A evolução do ecossistema cripto é um processo contínuo, impulsionado pela inovação e pela necessidade de atender a um público cada vez mais diversificado e exigente. As exchanges desempenham um papel vital nesse cenário, não apenas como facilitadoras de transações, mas como educadoras e guardiãs da segurança dos ativos digitais. Com um olhar atento às tendências e às demandas dos usuários, o futuro das exchanges promete ser ainda mais dinâmico e integrado ao mercado financeiro global.

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