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ESG: 7 dicas para construir uma empresa mais sustentável e consciente

Conscientização, descarbonização, economia compartilhada, remanufatura: confira as tendências de sustentabilidade direto do SVWC 2022

ESG: 7 dicas para construir uma empresa mais sustentável e consciente

foodtech-combina-esg-e-tecnologia (Foto: Beeva/Divulgação).

, jornalista da StartSe

6 min

25 out 2022

Atualizado: 23 jan 2023

A sigla ESG (do inglês Environmental, Social e Governance) ou, em português, ASG, Ambiental, Social e Governança, tornou-se uma prioridade para empresas e pessoas ao redor de todo o mundo.

Isso porque ela consolida questões de sustentabilidade, diversidade e governança e pauta algumas das mudanças necessárias para 2030 (de acordo com as metas do Acordo de Paris) e além.

No SVWC 2022, evento da StartSe que reúne as principais inovações do mercado, tivemos uma trilha especializada apenas nestas questões. 

Confira os destaques e dicas de onde e como implementar uma agenda ESG.

 

1 - Tudo começa pela conscientização – e de todos 

Em 2021, 305 empresas relataram suas emissões de carbono – um aumento de 108% em relação a 2018. Na prática, esses números, levantados pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, mostram que a preocupação e a transparência das empresas em relação à emissão de gases de efeito estufa está aumentando – e elas devem fazer algo sobre isso.

A emissão de dióxido de carbono está presente em todos os setores: transporte, alimentação, construção, bens de consumo, entre outros. Há, no entanto, setores em que o desafio de ser mais sustentável é mais difícil — e a aviação é um exemplo.

Eduardo Calderon, diretor de operações da Gol, compartilhou as quatro iniciativas que a empresa está focando no momento para mudar este cenário. “A principal é a substituição do combustível fóssil usado nas aeronaves por uma opção sustentável, chamada de SAF (Sustainable Aviation Fuel, combustível sustentável de aviação). A segunda é de compensação de carbono; a terceira é de troca de tecnologia (substituição de aeronaves, por exemplo) e a quarta, a otimização do espaço aéreo no Brasil e no mundo”, contou.

Em uma parceria com a empresa especializada em compensação de carbono Moss Earth, a Gol passou a compensar totalmente a pegada de carbono de dois voos específicos e, nos outros, passou a dar a opção para que o cliente compensasse sua pegada por uma pequena taxa (a depender do trecho, mas entre Rio-São Paulo é de cerca de R$ 6, ida e volta).

Avião da Gol Linhas Aéreas (foto: divulgação)

Ele conta, no entanto, que a adoção do novo serviço tem sido lenta. Embora a taxa seja pequena em relação ao valor das passagens, a adoção do serviço tem sido de 0,051%. Na Europa, a taxa média de adoção é de 5%.
 

2 - Descarbonização é só o início

A compensação da pegada de carbono tem ganhado força, mas é importante entender que, muitas vezes, ela pode ser um caminho paliativo.

As empresas e pessoas não vão resolver todos os problemas de sustentabilidade adquirindo crédito de carbono, mas é uma compra de tempo até conseguirem atingir uma agenda neutra em carbono. O caminho tende a ser parar de emitir o que é possível e compensar o que é impossível de deixar de emitir”, explica Cláudia Backes, chefe de produto na Moss.Earth.

 

3 - Substituição de combustíveis fósseis e equipamentos com alto consumo

Sabemos que o futuro da mobilidade é elétrico e, à medida que se tornam mais acessíveis, os carros à combustão serão substituídos pelos elétricos.

Mas essa substituição também irá acontecer com os aviões, por exemplo. Além do uso do SAF, combustível mais sustentável para a aviação, é esperada uma troca de tecnologia nas aeronaves. “Estamos aos poucos substituindo aeronaves antigas pelas novas e esperamos ter uma redução de 15% em consumo de energia e emissão de gases estufa”, explicou Calderon.


4 - Remanufatura

E para onde irão os aviões e carros substituídos? A expectativa é de reuso, remanufatura e reciclagem. “Hoje existem mais de 20 mil centros de empresas de desmontagem de veículos no Brasil, mas apenas 500 mil veículos têm esse destino por ano. Deveria ser 5 milhões”, afirma Arthur Rufino, CEO da Octa, empresa que intermedia a desmontagem veicular.

A mesma remanufatura é esperada para os veículos elétricos e suas baterias quando elas não estiverem mais em condições de uso. “Estamos no primeiro momento de uso das baterias e a maioria ainda não chegou ao fim de seu ciclo. Mas essa é uma questão que devemos enfrentar em 5, 10 ou 15 anos”, comenta Manoel Fonsêca, líder de marketing da Voltz Motors, empresa de motocicletas elétricas.

5 - Economia compartilhada

Embora o compartilhamento de patinetes elétricos tenha praticamente chegado ao fim no Brasil, ele continua acontecendo com as bicicletas. 

Para a Tembici, principal empresa desse ramo no Brasil, a economia compartilhada tem um papel fundamental na utilização de veículos em momentos ociosos. “Enquanto há quem utilize a bicicleta apenas para ir trabalhar e voltar, o mesmo veículo pode continuar sendo utilizado durante todo o dia por entregadores, por exemplo”, explica Gabriel Reginato, diretor de negócios e operações da companhia.

 

6 - É uma questão para toda a companhia

É preciso contratar uma pessoa para ser CSO, líder de sustentabilidade de uma companhia? Não necessariamente.

Para Marcele Andrade, chefe de consultoria de indústria na SAP, não é apenas um profissional que deve ter essa responsabilidade, mas toda a empresa, em todos os setores. “Não há um herói de capa aqui. Nós falamos para os nossos clientes: sustentabilidade é o maior desafio, pois ela permeia toda a companhia, cada área, mesmo que as áreas tenham metas diferentes”, explica.

 

7 - Deixe a romantização de lado

Para Andrea Mota, diretora de sustentabilidade da Coca-Cola na América Latina, o ESG precisa ser visto de forma menos romântica. “O ESG precisa sair desse lugar de coisa bacana, de discurso que emociona. É necessário tratar o ESG como negócio, olhando receita, lucro, e colocando-o como uma métrica de desempenho do nosso negócio”, afirmou.


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Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apresenta o podcast Agora em 10 na StartSe e também atua na área de Comunidades na empresa. É especialista em inovação, tecnologia e negócios.

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