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Entenda por que o BTG Pactual comprou a fintech Kinvo por R$ 72 milhões

De olho na tendência do open finance e com objetivo de consolidar sua posição nos investimentos de varejo, BTG Pactual anuncia a compra de 100% da fintech.

Entenda por que o BTG Pactual comprou a fintech Kinvo por R$ 72 milhões

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, Head de Conteúdo na Captable

7 min

19 mar 2021

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques

O BTG Pactual anunciou nesta semana que adquiriu 100% da fintech Kinvo por R$ 72 milhões. A fintech, que já possui 700 mil clientes e mais de R$100 bilhões em investimentos cadastrados na plataforma, agora reforça a estratégia do BTG Pactual digital, com a intenção de melhorar a oferta de serviços para o investidor de varejo.

O KINVO

O Kinvo é uma plataforma que possibilita o acompanhamento de diferentes tipos de investimento, em diferentes bancos e corretoras. A solução da startup consolida as informações para facilitar o acompanhamento da evolução de investimentos – que antes ficavam fragmentados em diferentes plataformas financeiras – facilitando a vida do investidor que possui investimentos em mais de uma instituição financeira.

Além de unificar investimentos, o aplicativo permite análises mais detalhadas da carteira de investimentos como um todo, justamente por ter dados completos dos investimentos, não se baseando em uma análise restrita aos investimentos de um só local. É possível, por exemplo, realizar análise dos produtos investidos, calcular rentabilidade real (descontando a inflação), verificar se um investimento é coberto pelo FGC, projetar ganhos futuros, analisar o risco versus retorno de sua carteira e acompanhar os proventos recebidos e futuros

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O serviço é oferecido em versão web e aplicativo móvel. A categoria gratuita possibilita apenas o acompanhamento centralizado da carteira através do app, enquanto uma categoria premium adiciona análises e informações detalhadas para avaliar diferentes estratégias de investimento.

POR QUE COMPROU?

A compra é mais um dos movimentos do BTG Pactual com a intenção de aumentar sua presença no mercado de investimentos de varejo. A instituição que era focada na gestão de grandes fundos, wealth management e corporate lending, passou a oferecer produtos e serviços para o investidor de varejo – pessoa física com capital investido de até R$ 1 milhão – através do BTG Pactual digital, além do BTG+, banco digital de varejo da instituição.

Segundo a Kinvo, o serviço deve permanecer o mesmo, oferecendo análises, integração com outras corretoras e com a mesma marca já conhecida, mas adianta que em um futuro próximo, clientes BTG poderão aproveitar diversas vantagens no Kinvo.

O QUE SIGNIFICA PARA O SETOR DE FINTECH

Os movimentos de aquisição no setor de fintechs estão alinhados com uma tendência forte do mercado: a consolidação de investimentos em uma única interface. A tendência ganha ainda mais relevância com a entrada em vigor do open banking e do open finance: corretoras, bancos e fintechs terão a possibilidade de utilizar tais serviços como diferencial, aumentando e expandindo sua base de clientes - que se tornam donos de seus dados. 

O open banking é uma tendência internacional, mas que aqui no Brasil deve se tornar ainda mais abrangente, batizada de open finance, inclui – além dos bancos – corretoras, câmbio, seguros e fintechs variadas, por exemplo. O sistema tem o objetivo de reduzir as barreiras para que um usuário decida migrar de banco, por exemplo. 

Caso o cliente autorize, os dados que uma instituição possui podem trafegar para outra instituição, com a qual tem interesse de começar um relacionamento. Essa integração irá permitir comparar taxas sem depender de uma simulação, já que a "nova" instituição financeira terá acesso ao seu histórico. 

Com a implementação do open finance, a competitividade deve aumentar, enquanto as taxas e fragmentação dos serviços devem diminuir. O BTG Pactual demonstra já estar se preparando para isso, unindo-se a uma fintech que já oferece ao menos a centralização das informações para benefício do cliente. A tendência, no entanto, é que o open finance vá muito além e permita liberdade ainda maior para os clientes.


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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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