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"Empregocídio": a onda de demissões por IA que o mercado não premia mais

Goldman Sachs acabou de fazer um alerta que ninguém queria ouvir: 2026 será o ano em que a inteligência artificial deixa de ser experimento e vira máquina de cortar empregos em escala industrial.

"Empregocídio": a onda de demissões por IA que o mercado não premia mais

demissões devem aumentar em 2026 por conta do alto investimento em AI

, redator(a) da StartSe

14 min

6 jan 2026

Atualizado: 6 jan 2026

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Não é mais sobre startups eliminando times pequenos. É sobre corporações do S&P 500 redesenhando forças de trabalho inteiras. É sobre 122.000 empregos eliminados só no setor de tecnologia em 2025 - e 55.000 deles explicitamente atribuídos à IA. É sobre CEOs de bancos como Wells Fargo dizendo publicamente que "IA é extremamente real" enquanto planejam cortes adicionais.

E aqui está a virada que ninguém esperava: o mercado parou de aplaudir.

Empresas que anunciam demissões costumavam ver suas ações subirem. Era o sinal de "gestão eficiente", de "foco em lucratividade". Agora, segundo a análise do Goldman Sachs, ações caem em média 2% após anúncios de cortes - mesmo quando as empresas justificam como "automação" e "avanço tecnológico".

Quando a narrativa é "reestruturação"? A punição dos investidores é ainda mais severa.

Por quê? Porque o mercado entendeu algo que muitos executivos ainda não processaram: demitir para financiar IA não é estratégia. É desespero.

O Paradoxo da Automação: Cortar Para Sobreviver, Cair Para Morrer

A lógica parece impecável no papel: substitua tarefas repetitivas por algoritmos, reduza folha de pagamento, proteja margens, invista em infraestrutura de IA. Simples.

O problema é que os investidores não estão comprando mais essa história.

A análise do Goldman revelou um padrão perturbador: empresas que anunciam demissões apresentam maiores despesas de capital, maior endividamento, mais gastos com juros e menor crescimento de lucro comparadas a concorrentes do mesmo setor.

Traduzindo: estão cortando gente porque precisam financiar uma corrida tecnológica cara, não porque encontraram eficiência. Estão demitindo porque não conseguiram crescer receita o suficiente para sustentar tanto investimento em IA quanto em pessoas.

E o mercado sabe ler entrelinhas.

Ronnie Walker, economista sênior do Goldman Sachs, analisou transcrições de conferências de resultados do terceiro trimestre de praticamente todas as empresas do S&P 500. O achado foi cristalino: empresas que mencionam IA no contexto de força de trabalho cortaram vagas mais agressivamente que seus pares.

Não é correlação. É uma causalidade explícita.

Do Vale do Silício aos Bancos: Ninguém Está Imune

Se você acha que isso é problema só de desenvolvedores júnior ou analistas de dados, precisa olhar os números com mais atenção.

Tecnologia liderou, mas não vai parar lá.

Amazon, Microsoft, Intel - todas anunciaram cortes massivos em 2025. Mas a previsão para 2026 é diferente: penetração profunda em setores tradicionais.

Serviços financeiros estão no olho do furacão.

Morgan Stanley projeta que até 200.000 empregos bancários europeus podem desaparecer até 2030. Não estamos falando de caixas - estamos falando de funções de back-office, compliance, integração de clientes, relatórios regulatórios.

O próprio Goldman Sachs implementou a iniciativa "OneGS 3.0" em outubro de 2025: congelamento de contratações e reduções em áreas operacionais. Quando o banco que publica o alerta está executando o alerta, é hora de prestar atenção.

Charlie Scharf, CEO do Wells Fargo, foi direto: a IA é "extremamente real" em termos do que pode fazer e do impacto potencial no quadro de funcionários. Wells Fargo já sinalizou mais cortes e maiores despesas com indenizações para 2026.

Quais funções estão na mira?

  • Tarefas repetitivas e rotineiras
  • Funções administrativas
  • Atendimento ao cliente (call centers, suporte de primeiro nível)
  • Processamento de dados e relatórios
  • Análise financeira básica
  • Conformidade e auditoria de processos

Se o seu trabalho pode ser descrito como "seguir procedimentos", você está na zona de risco.

A Transição Que Ninguém Planejou

Aqui está o ponto que mais assusta: a maioria das empresas não tem plano para essa transição.

Elas sabem que IA vai substituir funções. Sabem que precisam cortar custos para financiar essa substituição. Mas não sabem - ou não estão dizendo - o que vem depois.

O que acontece com o atendimento ao cliente quando você demite o time e coloca um chatbot no lugar? E se o chatbot falha? E se os clientes odeiam? Você vai recontratar? Já perdeu o conhecimento tácito daquela equipe.

O que acontece com compliance quando você automatiza processos mas não treinou ninguém para auditar os algoritmos? Quem é responsável quando a IA comete um erro regulatório?

O que acontece com inovação quando você demite os profissionais de nível médio que entendiam o negócio E começavam a entender IA? Você fica com seniores caros que não sabem usar as ferramentas e juniores baratos que não entendem o contexto.

Essa é a armadilha da automação mal planejada: você corta hoje para sobreviver amanhã, mas perde a capacidade de prosperar depois de amanhã.

E o mercado começou a perceber isso.

Irrelevância: O Destino de Quem Não Se Move

A palavra que deveria estar tirando o sono de todo executivo e de todo profissional não é "demissão". É irrelevância.

Porque o problema não é que a IA vai eliminar empregos - isso é inevitável. O problema é que a maioria das pessoas e das empresas não está se preparando para o que vem depois.

Profissionais que acham que "meu trabalho é humano demais para ser substituído" estão apostando contra 100 anos de automação provando exatamente o contrário. Empresas que acham que "basta cortar gente e comprar ferramenta de IA" estão descobrindo que o mercado pune essa ingenuidade.

A transição para economia de IA não é sobre IA substituindo humanos. É sobre humanos que sabem usar IA substituindo humanos que não sabem.

E aí está a oportunidade - e a urgência.

O Momento de Decisão: Reagir ou Liderar

Goldman Sachs espera que as demissões continuem aumentando ao longo de 2026. Não como evento isolado, mas como tendência estrutural. Empresas vão continuar cortando porque precisam financiar infraestrutura de IA. Profissionais vão continuar sendo substituídos porque não desenvolveram competências complementares à automação.

Mas tem um detalhe: quem está liderando essa transição não está demitindo. Está requalificando.

Empresas que estão treinando times para trabalhar COM IA, não sendo substituídos POR IA, estão ganhando vantagem competitiva brutal. Profissionais que estão aprendendo a usar ferramentas de IA para multiplicar produtividade, não apenas para "fazer o básico mais rápido", estão se tornando indispensáveis.

A diferença entre ser demitido e ser promovido em 2026 vai ser, cada vez mais, o quão rápido você aprende a operar na economia de IA.

Três Realidades Que Não Dá Mais Para Ignorar

1. IA deixou de ser experimental

Não estamos mais testando chatbots internos ou rodando pilotos de automação. Estamos em fase de implementação operacional em larga escala. Se a sua empresa ainda está "explorando possibilidades de IA", vocês já estão atrasados.

2. Cortar empregos virou estratégia padrão

Não importa mais se a economia está estável ou se os lucros estão bons. Empresas estão cortando para financiar IA porque quem não investir agora fica para trás. É corrida armamentista tecnológica disfarçada de "reestruturação".

3. O mercado não premia mais incompetência

Anunciar demissões sem apresentar plano claro de crescimento pós-IA é sinal de fraqueza, não de eficiência. Investidores não querem empresas que sobrevivem cortando - querem empresas que prosperam transformando.

A Escolha Que Cada Líder Precisa Fazer Agora

Você tem basicamente três opções para 2026:

Opção 1: Ignorar e torcer Continuar operando como sempre, esperando que sua empresa/sua função seja poupada. Estatisticamente, é a pior aposta. Mas também é a mais comum.

Opção 2: Reagir quando for tarde Esperar o anúncio de reestruturação, o corte chegar perto, aí correr atrás de entender IA. Funciona às vezes. Mas você perde toda a vantagem de quem se moveu antes.

Opção 3: Liderar a transição Entender como IA está transformando seu setor, quais funções vão desaparecer, quais vão surgir, como sua empresa precisa se reposicionar, como você precisa se requalificar. É a opção mais difícil no curto prazo. Também é a única que garante relevância no longo prazo.

A pergunta não é se a automação vai chegar na sua área. É se você vai estar preparado quando ela chegar.

Saia da Zona de Risco: AI Journey

A diferença entre irrelevância e liderança em 2026 está na velocidade com que você desenvolve fluência em IA.

Não estamos falando de virar programador. Não estamos falando de fazer curso técnico de machine learning. Estamos falando de entender como IA funciona, onde ela se aplica, como usar ferramentas práticas para multiplicar sua produtividade e como liderar times na era da automação.

É exatamente para isso que criamos o AI Journey.

Um programa intensivo, prático e direto ao ponto para executivos, gestores e profissionais que precisam dominar IA antes que sejam dominados por ela.

O que você vai aprender:

✅ Como identificar onde IA gera impacto real no seu negócio (e onde é só hype) ✅ Quais ferramentas usar para automatizar tarefas repetitivas e focar em trabalho estratégico ✅ Como liderar equipes em transição tecnológica sem perder talentos críticos ✅ Como se posicionar como profissional indispensável na economia de IA ✅ Casos reais de empresas que estão vencendo (e perdendo) essa corrida

Não dá mais para esperar.

As empresas que o Goldman Sachs analisou já estão cortando. Os executivos do Wells Fargo já sinalizaram mais reduções. Os 200.000 empregos bancários europeus já estão na mira.

A única diferença entre quem sobrevive e quem prospera nessa transição é: quem agiu antes.

👉 Garanta sua vaga no AI Journey

Porque em 2026, não vai ter mais espaço para quem ainda está "pensando em estudar IA".

Só vai ter espaço para quem já sabe usar.

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