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Educação financeira e social gratuita: veja como essa startup trabalha

Empresa oferece conteúdos educacionais de profissionalização e desenvolvimento socio-emocional para jovens de 14 a 19 anos

Educação financeira e social gratuita: veja como essa startup trabalha

Adolescente apresentando trabalho no colégio (Fonte: Getty Images)

, conteúdo exclusivo

5 min

19 nov 2022

Atualizado: 4 jan 2023

João Paulo Malara é o sexto filho de uma família de 7 homens. Nascido em Taboão da Serra, na periferia da Zona Oeste de São Paulo, ele cresceu em uma família simples na qual os pais só tiveram a oportunidade de estudar até a 5ª série. Hoje, aos 29 anos, ele comanda a New School, startup social que oferece conteúdos educacionais gratuitos para alunos da periferia.

A ideia da empresa surgiu há 8 anos, depois de perder o irmão mais novo para o mundo do crime. “Na época, tentei olhar para o que a escola tinha me ensinado para lidar com aquela situação – com o medo, o luto e a raiva que eu estava sentindo – e não achei nada”, conta João Paulo, ao Startups. A partir daí, Jotapê, como é conhecido, começou a pensar formas de ajudar outros jovens de periferia a desenvolver habilidades sócio-emocionais e fugirem do mesmo destino de seu irmão.

Uma frase de Nelson Mandela norteou o projeto: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Assim, Jotapê decidiu criar um aplicativo educacional que traduz termos e conteúdos para a linguagem da quebrada. “Mó fita tentar ter um progresso mas não conseguir porque não entende o que o professor tá falando. O jovem da quebrada tem vontade de aprender uma parada nova, mas não consegue porque o cara lá na frente fala ‘por obséquio’ ao invés de ‘por favor’”, explica a descrição do app.

A primeira versão foi lançada em janeiro de 2020, sem saber que alguns meses depois os estudantes de todo o país teriam que buscar alternativas acessíveis para manter seus estudos à distância por conta da pandemia. Disponível para Android e iOS, a plataforma é dividida em 4 partes: socioemocional, educacional, profissional e social, e busca passar conteúdos com qualidade e responsabilidade, explicando da melhor forma pra nada passar batido ou despercebido.

Embora sejam supervisionadas por especialistas, as aulas são produzidas por jovens da periferia que formam o time P&D da Quebrada e reformulam conteúdos técnicos em um formato e linguagem mais familiares. Para incentivar os adolescentes de 14 a 19 anos, seu público-alvo, a New School aposta em gamificação. As tarefas acumulam pontos que podem ser trocados em uma loja virtual na própria plataforma.

IMPACTO SOCIAL

Para criar a New School, Jotapê contou com a ajuda de 300 programadores voluntários que toparam desenvolver a plataforma de graça. Segundo ele, o objetivo do app não é substituir o currículo formal das escolas, mas complementar as instituições de ensino trazendo temas importantes para o dia a dia, mas que muitas vezes não são abordados no ensino tradicional, além de facilitar a jornada do aluno e ampliar seus estudos.

O aplicativo tem hoje 50 mil alunos, e a meta é chegar em 10 milhões até o fim de 2023. A estratégia de ganhar escala é falar diretamente com os alunos e professores das escolas, além de fazer investimentos em publicidade digital e parcerias com embaixadores da marca.

Recentemente, a New School uniu-se com a Creators Academy para participar de uma imersão na Floresta Amazônica, junto com outros 50 influenciadores e ativistas. Desta experiência, surgiu um novo curso para mostrar aos jovens de todo o Brasil a importância de manter a floresta de pé, com o intuito de conscientizar e mobilizar alunos, rede de apoiadores e a sociedade. A iniciativa foi apoiada por marcas como BIC, Julio Okubo e Swile.

Imersão da New School e da Creators Academy na Amazônia (Foto: Helena Alba)


Segundo Jotapê, a startup jamais vai cobrar do jovem para ter acesso à educação. Por isso, quem financia a New School são empresas de diferentes setores, que patrocinam os conteúdos do app. A aula de educação financeira, por exemplo, teve apoio do Banco do Brasil. Já a de saúde, foi feita com o suporte da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo. O dinheiro é reinvestido para desenvolver as aulas e aprimorar o app.

O empreendedor diz que a empresa ainda não está no momento de buscar investimento. Os planos agora são focar na escalabilidade do app e fazer a 2ª temporada do projeto na Amazônia em parceria com outras marcas e empresas que acreditem na iniciativa.

(Por Gabriela Del Carmen, publicado originalmente em Startups.com.br)


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