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Edifício à base de plantas: conheça o tijolo feito com microalgas

A estimativa é que a inovação esteja disponível no mercado em 2023, marcando uma nova era na construção sustentável

Edifício à base de plantas: conheça o tijolo feito com microalgas

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Até o final de 2022, a Prometheus Materials, líder em materiais de construção carbono zero, passa a produzir tijolos e bioconcreto à base de microalgas. A substituição de materiais tradicionais de concreto com alto teor de carbono por um bioconcreto com zero carbono pode acelerar rapidamente a transformação da construção civil em uma indústria livre de carbono. 

COMO SURGIU?

A empresa surgiu de um projeto de pesquisa da Universidade do Colorado, pegando microalgas de lagos e lagoas e cultivando-as em biorreatores. Eles adicionam ar, para que as algas possam se alimentar do dióxido de carbono presente tanto na água do mar como na luz das lâmpadas LED. Isso permite que as algas produzam uma substância semelhante ao cimento, capaz de unir areia com cascalho ou pedra para fazer concreto. O método imita o processo natural através do qual os organismos formam recifes de corais e conchas.

Desde que o material foi estabelecido, recebeu financiamento do Microsoft Climate Innovation Fund, da empresa europeia de capital de risco Sofinnova Partners e do estúdio de arquitetura global SOM (conhecido por criar o Burj Khalifa em Dubai e Nova York, um centro de comércio mundial), que também ajudou a projetar os tijolos.  

A Microsoft, inclusive, está apostando em estruturas de data centers sustentáveis, que terão estrutura de tijolos à base de algas e tubos estruturais feitos de micélio, e na mudança para energia 100% renovável até 2025.

COMO VAI FUNCIONAR NA PRÁTICA?

Inicialmente, a Prometheus cultivará suas algas – que podem dobrar de volume a cada quatro a seis horas – em sua fábrica no Colorado, para produzir seu material semelhante ao cimento, transformá-lo em tijolos e enviá-lo aos clientes. Dentro de 18 meses, eles começarão a enviar uma versão seca e leve do biocimento, para que os clientes possam transformá-lo em tijolos – sem equipamentos caros ou pessoal altamente treinado.

POR QUE IMPORTA?

À medida que a necessidade de descarbonizar os edifícios se torna mais urgente, os materiais oferecem uma alternativa promissora e imediata de zero carbono aos materiais de construção tradicionais à base de concreto.

A proposta do tijolo da Prometheus cria um movimento de vanguarda, dando origem a alternativas ao aço e concreto com materiais derivados de plantas! Dessa forma, o setor que hoje é responsável por 11% das emissões de CO2, de acordo com o Relatório de Status Global para Edifícios e Construção 2019, do IEA, passa a absorver o carbono e não entrega só um produto: se torna parte da solução. 

 

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