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Da garagem ao bilhão: a história dos brasileiros que criaram a Brex e mudaram o jogo do fintech global

Como dois jovens brasileiros transformaram uma ideia em um dos maiores negócios do Vale do Silício

Da garagem ao bilhão: a história dos brasileiros que criaram a Brex e mudaram o jogo do fintech global

Os sócios fundadores da Brex, Pedro Franceschi (à esquerda) e Henrique Dubugras: venda bilionária para o Capital One

, redator(a) da StartSe

5 min

23 jan 2026

Atualizado: 23 jan 2026

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Henrique Dubugras e Pedro Franceschi não nasceram em polos tecnológicos tradicionais. Um veio de São Paulo, o outro do Rio de Janeiro. 

Mas essa origem longe do Vale do Silício não os impediu de mudar o mercado financeiro global. A dupla se conheceu ainda na adolescência — trocando mensagens no Twitter — e já demonstrava espírito empreendedor: aos 16 anos, fundaram juntos a Pagar.me, uma solução de pagamentos online que foi vendida alguns anos depois para a Stone.

A experiência com pagamentos deu a eles não apenas bagagem técnica, mas uma compreensão profunda de um mercado que estava prestes a explodir. Em 2017, depois de se mudarem para os Estados Unidos e entrarem no acelerador Y Combinator, os dois fundaram a Brex Inc.. O objetivo era simples — porém ambicioso: criar soluções financeiras inteligentes para startups que, nos modelos tradicionais de crédito, tinham dificuldade em conseguir cartões corporativos e ferramentas integradas de gestão de despesas.

Brex: da startup acelerada à plataforma global de serviços corporativos

Desde muito cedo, a Brex mostrou sinais de crescimento exponencial. Em menos de dois anos, o projeto alcançou o status de unicórnio, uma das mais jovens fintechs a ultrapassar US$ 1 bilhão em valuation, atraindo investimentos de pesos pesados como Tiger Global, Peter Thiel e Ribbit Capital. 

A proposta era clara: não apenas oferecer cartões corporativos, mas criar uma plataforma integrada de gestão financeira, incluindo software para despesas, pagamentos e gestão de contas, tudo pensado para a velocidade e urgência das startups contemporâneas.

A fintech também mostrou resiliência em momentos de mercado turbulento — como na crise do Silicon Valley Bank, quando captou bilhões em depósitos e atuou como alternativa rápida para empresas em busca de estabilidade. 

Com isso, a Brex não se limitou apenas a um nicho inicial: ao longo dos anos, consolidou uma base de dezenas de milhares de clientes e passou a atender empresas de todos os tamanhos, incluindo nomes como Robinhood e Anthropic.

Venda bilionária e o aprendizado para empreendedores

Em janeiro de 2026, a trajetória da Brex atingiu outro marco histórico: a aquisição pela Capital One por US$ 5,15 bilhões, em uma operação que combinou pagamento em dinheiro e em ações — um dos maiores negócios no setor de pagamentos corporativos nos EUA na última década. 

Para Dubugras e Franceschi, a transação não representou um “fim”, mas um novo capítulo estratégico. Pedro Franceschi continua na liderança como CEO da Brex, enquanto Dubugras segue influente como membro do conselho.

O percurso dos dois fundadores ilustra fatores cruciais para qualquer empreendedor que busca impactar mercados globais:

Eles identificaram uma dor real no cliente, aprenderam com experiência prática (inclusive vendendo negócios anteriores), buscaram validação técnica e estratégica em aceleradoras e ecossistemas robustos.

Depois, um segundo passo crucial: manter foco na construção de uma plataforma com valor agregado escalável

A trajetória dos mais novos bilionários brasileiros é um lembrete de que inovação verdadeira nasce da combinação entre visão técnica, foco no cliente e coragem para arriscar, mesmo em mercados dominados por gigantes estabelecidos.

Eles viveram o Vale do Silício, onde a atmosfera é diferente. 

E se você quer conferir de perto como as coisas funcionam por lá, como empresas com potencial bilionário são criadas do zero, conheça a Imersão no Vale do Silício com a StartSe.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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