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Como um negócio menos lucrativo sobrevive no mercado?

Novos modelos de mercado abrem possibilidades para competições

Como um negócio menos lucrativo sobrevive no mercado?

Gráfico na tela de computador (foto: Luke Chesser/Unsplash)

Por Rodrigo Fernandes

A adoção de uma tecnologia não implica necessariamente na opção por um determinado modelo de negócios. No entanto, não precisamos ir ao extremo de dissociar totalmente uma coisa da outra.

Atualmente, só se fala em software por assinatura. Todo mundo quer receita recorrente. Porém, esse modelo quase nunca fazia sentido quando software de caixinha era o padrão.

Vislumbrando novas possibilidades, empreendedores vão testar esses novos modelos e a seleção natural do mercado vai mostrar quem é que fica e quem é que sai.

No entanto, a seleção natural do mercado não implica que o sobrevivente deverá ser mais lucrativo que aquele negócio que tenha morrido ou tenha sido relegado à insignificância.

Na realidade, é até bem comum que o entrante crie um negócio menos lucrativo que o incumbente. Uai... como explicar essa seleção em que o "mais fraco" sobrevive?

A primeira delas é que o entrante pode se dar ao luxo de criar um negócio pouco lucrativo, enquanto o incumbente "não pode" transformar o seu negócio em uma versão menos lucrativa que a já existente.

O outro motivo é que costuma haver um rearranjo na cadeia de valor e o lucro passa a vir de algum outro lugar.

As máquinas digitais da Sony e cia eram muito menos lucrativas que as máquinas e principalmente os filmes da Kodak. O Internet Explorer, que era gratuito, era obviamente bem menos lucrativo que o Netscape.

Posso estar enganado, mas tenho a impressão de que as DAO's (decentralized autonomous organization) se encaixam muito bem nesse caso.

Um Uber descentralizado tenderia a ser menos lucrativo que o Uber – o que me faz pensar se ele seria realmente viável. Um AirBnB, também.

Em linguagem econômica, o “consumer surplus” parece ser bem maior que o “producer surplus”. Ou seja, a inovação parece estar gerando bem mais valor para o consumidor que para o negócio.

Então não vai ser possível criar bons negócios na linha do DAO?

Não é bem assim. Se você ficar bitolado no modelo de negócios anterior (Uber só que descentralizado...), há sim o risco de estar perdendo o seu tempo na criação de um negócio sem potencial.

No entanto, quem conseguir sair dessa perspectiva de modelo antigo, só que uma tecnologia nova, poderá se dar muito bem. Difícil é fazer isso quando tudo ainda é tão recente.

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