De vibe coding à engenharia agêntica com governança: Rafael Siqueira, partner da McKinsey & Company no palco do AI Festival 2026
Rafael Siqueira, partner da McKinsey & Company, no palco do AI Festival 2026.
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4 min
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13 mai 2026
•
Atualizado: 13 mai 2026
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“Ninguém aceita mais um software ou aplicação levar 70 dias para ser feito”. Essa foi a provocação inicial de Rafael Siqueira, Tech Partner da McKinsey & Company, ao abrir sua palestra no palco do AI Festival 2026.
Rafael Siqueira é sócio e líder da prática de Build by McKinsey na América Latina — o braço de construção de produtos digitais da consultoria, que reúne mais de mil especialistas em tecnologia ao redor do mundo.
Com mais de 25 anos de experiência construindo e escalando empresas de tecnologia na região, Siqueira tem sido uma das vozes mais ativas no debate sobre como a inteligência artificial está transformando não só os produtos que as empresas constroem, mas a forma como elas os constroem.
Siqueira tem se dedicado intensamente a explorar e aprofundar a arquitetura do OpenClaw para contextos corporativos reais — bancos, varejistas, fintechs — e a desenvolver o conceito de PDLC agêntico (Product Development Life Cycle com agentes de IA).
Em seus próprios termos: "o foco está se deslocando da tecnologia em si para o modelo operacional. A pergunta não é mais "qual ferramenta usar", mas "como estruturar times de produto e tecnologia para operar com pleno potencial quando agentes de IA fazem parte do squad".
Sua visão prática sobre agentes de IA vai além da camada de interface. Ele distingue entre Assistants (camada de relacionamento, com contexto e memória), tools (onde o agente executa ações reais em sistemas e APIs) e a infraestrutura de orquestração, observabilidade e governança que torna tudo isso controlável e auditável.
Um modelo AI-First, segundo Siqueira, não significa exatamente “corte de custo” e sim uma oportunidade de geração de novas receitas.
Ele trouxe métricas que importam: a velocidade aumentou, com o tempo de projetos caindo em 78%, uma diminuição de 36% nas falhas, impactando em mais qualidade, 6x mais experimentos e 30% mais produtividade.
Siqueira fala que sprints de 2 a 3 semanas devem cair para 2 a 3 dias. Ele prefere dar mais acesso, ferramentas e tokens para o time, ou seja, aumentar a capacidade produtiva, do que aumentar o time em si.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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