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Como a indústria 4.0 auxilia na produtividade

Douglas Alcântara, CTO da Romi, maior Indústria de máquinas do Brasil e América Latina, fala sobre os desafios do setor

Como a indústria 4.0 auxilia na produtividade

Homem trabalhando em fábrica (foto: Sam Moqadam/Unsplash)

Por Rodrigo Portes, executivo e autor do livro “Como a indústria 4.0 tem revolucionado o século XXI”

Douglas Alcântara, CTO da Romi, maior Indústria de máquinas do Brasil e América Latina é o entrevistado da coluna desta semana. Ele responde e comenta sobre os desafios para a consolidação da indústria 4.0 no país.

Para você, quais são os principais desafios para uma empresa que deseja se adequar a Indústria 4.0 no Brasil?

Conceitualmente, a base para a Indústria 4.0 leva em consideração a flexibilidade dos processos de manufatura e a capacidade de uso massivo de dados. A tecnologias habilitadoras para a manufatura avançada já estão disponíveis em diversos segmentos, fazendo parte de produtos e processos, e prontas para serem aplicadas. O primeiro desafio já está posto: entender que as tecnologias da Indústria 4.0 possibilitam ganhos de produtividade, para isso é importante que se busque informações e aprendizados sobre esse assunto.

No entanto, de forma mais prática, o principal desafio está em dar o primeiro passo em direção à aplicação das tecnologias habilitadoras para a Indústria 4.0. E uma das formas mais fáceis de vencer a barreira inicial é procurar por produtos preparados para lidar com essas tecnologias. Cito como exemplo uma máquina-ferramenta ou injetora Romi, que já contemplam em seus projetos originais as características necessárias para conectividade, IoT, nuvem e big data & analytics, que são tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0. Produtos como esses - devido aos ganhos que as tecnologias propiciam - têm maior produtividade, param menos para manutenção, geram mais vantagens para os usuários.

Existe algum setor no Brasil que está mais adiantado na Indústria 4.0?

De forma geral, os setores industriais têm procurado reagir às demandas dos mercados aplicando e buscando soluções que contemplem as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0. 

Independentemente dos setores, empresas de grande porte conseguiram ver as vantagens da transformação para a Indústria 4.0 logo no início e tomaram à frente quanto aos investimentos em seus parques fabris e processos internos. Colhendo agora os frutos em termos de produtividade.

Pequenas e médias empresas são envolvidas na medida em que começam a entender os ganhos e procuram por produtos que tenham tecnologias relacionadas com a Indústria 4.0 e vão alterando seus processos e adquirindo novos produtos.

Grande parte dos nossos clientes são pequenas e médias empresas de diversos setores industriais e já entenderam os ganhos de produtividades possíveis com máquinas mais modernas e com maior nível tecnológico. Como as máquinas-ferramenta e injetoras de plásticos Romi possuem as tecnologias da Indústria 4.0, a demanda tem aumentado muito nos últimos anos. 

Douglas Alcântara, CTO da ROMI (foto: arquivo pessoal)

Faltam políticas públicas para a indústria 4.0?

Existem políticas públicas e parcerias público-privadas que fomentam, em primeiro lugar, os desenvolvimentos de novas tecnologias. Normalmente pesquisas de base que visam criar soluções técnicas relacionadas com as tecnologias da Indústria 4.0. São projetos de altos custos e riscos e que contam com o melhor quadro técnico do Brasil, unindo a indústria e a academia. A Romi se orgulha em participar de diversos projetos de fomento à tecnologia, ligados à instituições de altíssimo nível técnico, como a escola de engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) e o Centro de Competência em Manufatura do ITA (CCM-ITA) em parceria com órgãos públicos de financiamento de tecnologias como a FINEP, Fapesp e BNDES.

Por outro lado, também há políticas que procuram facilitar a aquisição de soluções que contenham produtos, processos ou serviços alinhados com as tecnologias da Indústria 4.0. O próprio BNDES procura abrir fontes de financiamentos para tais soluções. 

Quais as competências que o novo profissional da indústria 4.0 precisa ter para se manter atualizado e continuar com o seu nível de empregabilidade elevado?

A indústria 4.0 tende a impactar em toda a cadeia produtiva, com lançamentos tecnológicos em todos os segmentos e a tendência é reduzir o uso de recursos e otimizar o tempo. A digitalização e os dados disponibilizados pelos sistemas de produção vão aumentar a necessidade de profissionais ligados a análise de dados industriais, projetos de sistemas, tecnologia da informação, ciência de dados e automação. Os trabalhadores deverão estar abertos às mudanças, ter grande flexibilidade em se adaptar a novos papéis e ambientes e acostumarem-se ao aprendizado interdisciplinar contínuo.

A força de trabalho também deve se modernizar, para poder atuar nos sistemas mais complexos que se tornam disponíveis com a manufatura avançada. Políticas públicas para suportar a demanda de desenvolvimento são necessárias e têm sido desenvolvidas, assim como os perfis acadêmicos têm sido revisados para prepararem os futuros profissionais.

Como você acredita que a ROMI pode contribuir com esse novo cenário tecnológico da indústria 4.0 no país?

A Romi procurou, desde o início dos desenvolvimentos nas tecnologias que formaram o conceito principal da Indústria 4.0, participar ativamente das discussões e criações de das tecnologias que pudessem contribuir para um amplo conhecimento das vantagens da Indústria 4.0 para as organizações. Temos participado em diversos projetos públicos e público-privados no Brasil para desenvolvimento das soluções de tecnologia para a Indústria 4.0, tais como projeto temático de manufatura aditiva, projetos de conectividade ou de desenvolvimento da rede 5G.

Além disso, como nossos produtos são exportados para diversos países de base tecnológica avançada, como Alemanha, Itália, EUA e outros, eles têm que atender às demandas de manufatura avançada que estão presentes nesses mercados, e considerando que os produtos que exportamos são os mesmos que ofertamos no Brasil, o mercado local se beneficia de máquinas altamente avançadas, com soluções alinhadas com as mais recentes tecnologias, tais como Inteligência Artificial para controle de posicionamento, conectividade e geração de dados de telemetria, manutenção avançada etc.

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