O mercado não está mais falando apenas com pessoas e está começando a negociar com máquinas
CMO da Visa, Frank Cooper III
, Editor
5 min
•
4 mai 2026
•
Atualizado: 4 mai 2026
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Durante anos, empresas aprenderam a vender para dois públicos: pessoas (B2C) e empresas (B2B).
Agora, um terceiro “cliente” está surgindo — e ele não é humano.
Estamos entrando na era do B2AI (Business-to-AI).
A ideia é simples — e, ao mesmo tempo, disruptiva: sistemas de IA deixam de ser assistentes e passam a agir como agentes econômicos.
Eles pesquisam, comparam, negociam e compram.
Sozinhos.
Segundo Frank Cooper, CMO da Visa, o movimento já começou:
o comércio está migrando de um modelo “market-to-human” para “market-to-machine”
Ou seja: marcas não vão mais competir apenas pela atenção humana —
vão competir pela recomendação de algoritmos.
Até agora, a IA era usada para otimizar.
Mas isso ficou no passado.
O que está emergindo agora é uma IA que toma decisões ativamente — inclusive financeiras.
E o mercado já está se preparando para isso:
Isso não é tendência. É transição.
Aqui está o ponto mais subestimado dessa mudança: IA não compra como humanos.
Ela não se deixa influenciar por branding vazio, storytelling superficial ou design bonito.
Ela avalia:
Ou seja: a lógica do marketing muda completamente.
Empresas precisarão “convencer máquinas” antes de convencer pessoas.
Na prática, isso cria uma nova camada de competição.
Antes:
Agora:
Se não for… você simplesmente deixa de existir na jornada de compra.
Porque o agente não encontra, não entende — e não recomenda.
Outro ponto crítico: confiança.
Mesmo com o avanço, consumidores ainda colocam limites claros:
Isso mostra que a adoção não depende só de tecnologia.
Depende de:
E é aí que entram empresas como Visa, tentando construir a infraestrutura que permitirá esse novo modelo de consumo.
Se antes o desafio era ser visto, agora o desafio é ser processável.
Empresas terão que:
Porque, no fim, a IA não “navega”.
Ela ingere, compara e decide.
Essa mudança não é incremental.
É estrutural.
Estamos saindo de um mundo onde:
Para um mundo onde:
E isso muda tudo:
O B2AI não elimina o humano.
Mas redefine seu papel.
Como o próprio estudo indica: as pessoas querem que a IA aja por elas — não no lugar delas
O controle continua humano.
Mas a execução… está migrando.
A pergunta não é se isso vai acontecer.
Já está acontecendo.
A pergunta é: sua empresa está sendo escolhida por pessoas… ou por algoritmos?
Porque, em breve, essa será a única escolha que realmente importa.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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