Estudo global da IBM ouviu 3 mil CEOs em mais de 30 países e achou uma lacuna incômoda: quase toda liderança fala de inteligência artificial, poucas realmente decidem com ela.
Basicamente assim parece o processo de decisão de CEO que não usa IA em 2026
, Redator
6 min
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15 set 2026
•
Atualizado: 15 set 2026
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Sua empresa tem mais dado disponível hoje do que teve em qualquer outro momento da história. E, ainda assim, há uma boa chance de que a decisão mais importante que você tomou este mês tenha sido baseada em intuição, não em inteligência artificial.
Não é exceção. É a regra. Um estudo da IBM Institute for Business Value, que entrevistou 3 mil CEOs em mais de 30 países e 24 setores, encontrou que apenas 43% dos líderes usam IA generativa para fundamentar decisões estratégicas. Os outros 57% seguem decidindo do jeito que sempre decidiram — só que agora cercados por ferramentas que prometiam mudar exatamente isso.
A pergunta era simples: como você usa dado e IA para chegar às decisões que definem o rumo da empresa? A resposta, resumida, foi desconfortável. A maioria dos CEOs entrevistados reconhece que vive cercada de informação, mas não consegue transformar essa informação em ação com a velocidade que o mercado exige.
O problema não é acesso. É tradução. Cálculo pouco claro, insight que não chega afiado o suficiente para virar decisão, painel bonito que ninguém realmente usa na hora de bater o martelo — essas são as barreiras que o próprio estudo aponta como recorrentes entre os CEOs que ainda não incorporaram IA ao processo decisório.
Aqui mora a armadilha mais comum dentro das empresas: confundir digitalização com inteligência. Muita liderança já comprou ferramenta, contratou consultoria, montou um comitê de dados — e segue decidindo baseada no mesmo instinto de sempre, só que agora com um slide de apoio.
Usar IA para decidir é outra coisa. É deixar que o modelo simule cenário antes da escolha, que aponte correlação que o olho humano não veria, que questione a premissa antes de confirmar o viés que a liderança já tinha. Isso exige um tipo de disciplina que nenhuma ferramenta entrega sozinha — exige que quem decide aceite ser desafiado pelo próprio dado.
Esse descompasso não é um problema isolado da liderança de topo. A McKinsey, em pesquisa recente com mais de 10 mil executivos seniores em 15 países, encontrou que 86% dos líderes sentem que suas organizações não estão preparadas para adotar IA nas operações do dia a dia, mesmo com a maioria delas já testando a tecnologia em algum grau.
Ou seja: a ambição avançou. A capacidade de decidir com o que essa ambição produz, não.
É tentador empurrar essa responsabilidade para o time de tecnologia ou para o CDO. Mas o próprio estudo da IBM mostra que a lacuna começa no topo: quando o CEO não exige que a decisão passe pelo filtro da IA, a organização inteira aprende que aquilo é opcional.
Decisão estratégica que ignora o que o dado mostra não é mais coragem executiva. É desperdício de vantagem competitiva que a própria empresa já pagou para ter.
Enquanto os 43% que já decidem com IA aceleram ciclo de aprendizado, testam hipótese mais rápido e corrigem rota antes do prejuízo aparecer no resultado, o restante segue no ritmo antigo — só que competindo em um mercado que já não perdoa esse atraso.
A diferença entre esses dois grupos deixa de ser sobre tecnologia e passa a ser sobre velocidade de adaptação. E velocidade de adaptação, hoje, é a métrica que separa quem cresce de quem só sobrevive.
Sua empresa decide com IA, ou só decide perto de uma tela que mostra IA? É essa pergunta que a AI Journey ajuda a liderança a responder de verdade — com o repertório e a prática que transformam ferramenta em decisão.
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