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Como calcular Capital de Giro para negócios digitais

Saiba como atualizar o conceito básico de negócio para a realidade do mundo digital.

Como calcular Capital de Giro para negócios digitais

Homem olha gráficos em um tablet (foto: Adeolu Eletu/Unsplash)

Por Rodrigo Fernandes

Tanto nas empresas analógicas quanto nas digitais, um dos conceitos mais fundamentais é o da “necessidade de capital de giro” (NCG).

Nenhuma novidade aqui, estou falando daquele mesmo conceito que te ensinaram no Sebrae lá em 1.900 e bolinha.

Ao contrário do famigerado EBITDA, os conceitos aqui podem ser visualizados de uma forma bem simples.

Digamos que o seu e-commerce compre suplemento alimentar (rolou essa moda, né?) por R$ 50 e venda-o por R$ 100. Obtendo assim um lucro é de R$ 50.

Legal, né? Sim, mas é preciso pensar também no fluxo do dinheiro. Afinal, o que paga conta é o dinheiro em caixa e não o lucro contábil.

  • Dia 0: compra do produto e saída de R$ 50 do caixa.
  • Dia 30: venda do produto por R$ 100 no cartão.
  • Dia 60: pagamento efetuado pela operadora de cartão.

Esse tempo de 60 dias é chamado de ciclo de conversão de caixa (CCC). Em bom português, esse é o tempo que demora para o dinheiro voltar para sua mão.

Muito bem. Agora você já lembrou do conceito de necessidade de fluxo de caixa em termos temporais.

Para entender o conceito em termos financeiros, a melhor ilustração que existe é a história daquela empresa que cresceu, cresceu... até quebrar.

No nosso exemplo acima, para vender 100 produtos você vai precisar de R$ 5.000 de capital de giro. Para 200 produtos, R$ 10.000 e por aí vai.

Digamos que você se encontre no segundo caso, dos 200 produtos. Por estranho que pareça, esses R$ 10.000 de NCG podem ser comparados à sua mobília ou o seu equipamento.

Como assim? Esse é um capital que está empatado no seu negócio e tem que ficar ali, sem gerar rendimentos ao seu negócio – ou muitas vezes, pagando rendimentos ao banco.

(Muitas empresas que alegam problema de capital de giro, possuem é problema na geração de resultados mesmo. Falta de capital de giro é uma coisa, prejuízo é outra).

Dinheiro em moedas (foto: Michael Longmire on Unsplash)

Obviamente, quanto menor a sua necessidade, melhor. Você quer que o dinheiro volte rapidamente para o seu bolso. Você também não quer ficar com muito dinheiro empatado no estoque ou "na rua".

De vez em quando aparecem umas empresas que conseguem virar esse jogo de cabeça para baixo. Amazon e Gymshark são alguns dos poucos exemplos de e-commerce que trabalham com NCG negativo.

Com uma combinação de bom prazo para pagar os fornecedores, giro altíssimo de estoque e um prazo de recebimento não tão alongado elas conseguem essa proeza que gera uma alavancagem ABSURDA no negócio.

"Ah, mas eu não trabalho com produto físico. Essa conversa aí não faz muito sentido para mim".

Faz sentido, sim – e muito. Mas essa parte o EMPRETEC não vai te ensinar.

Obviamente, vai ser necessário fazer algumas adaptações ao modelo tradicional. A primeira delas é simplesmente excluir da equação qualquer consideração relativa ao estoque.

Felizmente, no mundo digital, não faz sentido falar em mercadoria parada no estoque.

Em um SaaS ou infoproduto, também não há custo de aquisição do produto (os R$ 50 do nosso exemplo), mas existe CAC – o custo de aquisição não do produto, mas do cliente.

Ficou faltando o nosso equivalente digital aos R$ 100 da venda do produto. Pensou em LTV? Pensou errado então.

Aqui o que nos interessa é só o valor ou período até que o CAC de volta ao caixa mesmo. Afinal, não estamos pensando em lucro, nem ROI, mas em ciclo de caixa.

Se você precisa de um mês para seu CAC voltar, vai ser necessário de pouco investimento para escalar o seu negócio. Mas se você precisar de dezoito meses para tê-lo de volta, muito investimento será necessário.

De novo, por mais que o custo de capital vá respingar no resultado, nossa visão aqui é de caixa – e a empresa com CAC payback de 18 meses pode ser um excelente negócio.

Uma boa notícia para os negócios digitais é que o NCG negativo pode não ser trivial, mas não é um cenário quase impossível como no caso dos produtos físicos.

Para chegar em um cenário assim, a teoria é simples. Basta vender assinaturas com pagamento adiantado. A Salesforce, por exemplo, só trabalha assim.

Na análise ou planejamento de um negócio digital, a NCG é um dos aspectos a serem analisados entre vários outros.

Mas para quem quer crescer rápido e com pouca dependência de capital de terceiros, talvez esse indicador seja mais importante que qualquer outro que possa vir a ser analisado.

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