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Camaleao.co ajusta rota e entra no mercado de saúde de pessoas LGBTQIA+

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Camaleao.co ajusta rota e entra no mercado de saúde de pessoas LGBTQIA+

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4 min

25 jun 2024

Atualizado: 25 jun 2024

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O último ano foi de mudanças importantes para camaleao.co, startup focada em soluções de diversidade e representatividade LGBTQIA+ nas empresas. Criada em 2017, a companhia está ajustando sua estratégia com foco no mercado de saúde física e mental, investindo em novas frentes de serviço que levem mais informação, segurança e acolhimento para as pessoas da comunidade.

De acordo com o Relatório Técnico da Agenda Mais SUS, realizado em parceria com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), a Umane e o Instituto Veredas, parece haver uma falta de incentivo para que os profissionais estudem as demandas de saúde LGBTQIA+, limitando o conhecimento sobre essa população e reforçando a estigmatização da comunidade. Como resultado, profissionais de saúde frequentemente não estão preparados para lidar com as necessidades da população LGBTQIA+, inclusive no que diz respeito ao processo de transição de gênero e uso do nome social.

Para mudar essa realidade, a camaleao.co lançou um workshop para profissionais da saúde (incluindo médicos, enfermeiros e psicólogos) com foco no atendimento de pessoas LGBTQIA+. "A ideia é transmitir conhecimento", afirma Maira Reis, fundadora da camaleao.co, em entrevista ao Startups.

Segundo Maira, o workshop é apenas o primeiro passo do movimento, oferecendo um conhecimento básico em aproximadamente duas horas de treinamento. "Quem quiser ir além pode fazer um curso mais extenso e aprofundado, de aproximadamente quatro semanas. Esse sim será uma formação, com direito a certificação para os profissionais que concluírem o curso", explica.

Ao fim do processo, os especialistas certificados serão incluídos na plataforma da camaleao.co, para que as pessoas da comunidade tenham acesso e possam entrar em contato com estes profissionais. "Queremos fomentar a segurança no atendimento da comunidade e apoiar a população ao mesmo tempo em que ajudamos profissionais que já tenham noções básicas de respeito, diversidade e inclusão, a ganhar mais conhecimento para que atendam a comunidade LGBTQIA+", destaca.

A princípio, a estratégia é focar em pessoas físicas, como os profissionais autônomos. No entanto, Maira deixa as portas abertas para o futuro, sem descartar a possibilidade de voltar a atender empresas. "Quem sabe, ampliar esse treinamento para as operadoras de saúde, clínicas e farmacêuticas", avalia. Para 2024, a expectativa é formar cerca de 250 profissionais profissionais com o curso, que segundo Maira custará em torno de R$ 400.

Diversidade na cama

Um segundo projeto, já em andamento, é o Diversidade na Cama, marca online que fala sobre sexualidade para mulheres LGBTQIA+. "Lançamos um ebook no início do ano e fizemos quase 100 vendas até o momento. Além disso, estamos criando uma comunidade paga para abordar os assuntos com mais profundidade", conta Maira. 

O objetivo agora é traduzir o material para, no segundo semestre, começar os testes para rodar o produto em outros países. "Quero muito vender para a América do Sul e a América Central. Quem sabe, também na Espanha", afirma Maira. A previsão é fechar o ano com 500 ebooks vendidos no Brasil e pelo menos 200 na América Latina.

"Estamos avaliando outras formas de desdobrar esse projeto, talvez com um podcast. A ideia do Diversidade na Cama é ser um portal de mídia, com ferramentas e conteúdos sobre sexualidade da mulher LGBTQIA+, e ter o ebook e a comunidade voltados para este produto principal. "É difícil abordar esse assunto nas redes sociais tradicionais, pois elas sempre bloqueiam conteúdos sobre sexualidade. Então, estamos buscando formas de preencher essa lacuna do mercado para que a gente possa conversar livremente sobre isso, sem bloqueios ou preconceitos", explica.

Mudança de rota

"Infelizmente, a pauta LGBTQIAP+ está retrocedendo no mundo corporativo", afirma Maira. De acordo com uma análise divulgada no início do ano pelo The Wall Street Journal, as metas de diversidade estão desaparecendo dos relatórios anuais de algumas das maiores empresas do mundo, com dezenas de organizações repensando estratégias e reduzindo as áreas de diversidade e inclusão.

Maira revela que a camaleao.co sofreu o impacto das empresas recuando na pauta de diversidade. O negócio, que até então crescia de forma acelerada e chegou a trabalhar com grandes marcas como Natura, Ambev e Electrolux, teve que se adaptar. "Já tinha percebido que um dos maiores desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ é o atendimento e acesso à saúde", diz Maira, que ao longo de sua trajetória deu palestras e consultorias para grandes farmacêuticas e operadoras de planos de saúde como Porto e Amil.

Ela decidiu, então, aproveitar a bagagem em treinamentos de diversidade da camaleao.co e direcionar os esforços da startup para o mercado de saúde. "Estou invertendo o que fazíamos até então. A camaleao.co era muito focada nas empresas. Agora, vamos direcionar os esforços para as pessoas físicas, como os profissionais liberais, para tentar resolver esse problema de demanda e alavancar esse processo com cursos e tecnologias", finaliza.

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