Sou Aluno
Formações
Imersões Internacionais
Meus ingressos
Eventos
AI Tools
Artigos
Sobre Nós
Para Empresas
Consultoria
Inovação

Balanço do Magalu: foco em crescer com margem e IA como aposta central desse movimento.

Os resultados do quarto trimestre mostram uma empresa em transição deliberada: saindo do modo expansão a qualquer custo e construindo um modelo mais seletivo, mais rentável e com o AI Commerce como principal trunfo para o próximo ciclo

Balanço do Magalu: foco em crescer com margem e IA como aposta central desse movimento.

IA no centro da transformação desta gigante varejista.

Bruno Lois

, redator(a) da StartSe

7 min

20 mar 2026

Atualizado: 20 mar 2026

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!

Por cinco anos, o Magalu funcionou no modo aquisição. Netshoes, KaBuM!, serviços de computação em nuvem, logística própria — a empresa foi comprando peças de um ecossistema que prometia ser o grande marketplace brasileiro, capaz de competir de igual para igual com qualquer plataforma global.

A grande questão é que o mercado mudou enquanto essa construção acontecia e o comando do Magalu observou isto rapidamente: o e-commerce brasileiro virou um campo de batalha dominado por produtos baratos, margens comprimidas e concorrentes com capital para operar no prejuízo por anos. 

O Mercado Livre avançou. As asiáticas chegaram. E o modelo de crescer a qualquer custo deixou de fazer sentido.

Os números do quarto trimestre mostram uma empresa que entendeu o recado.

Os números do trimestre

A receita líquida chegou a R$ 11,15 bilhões, alta de apenas 3,4% no ano. No acumulado de 2024, foram R$ 38,7 bilhões. O EBITDA cresceu 12,5%, atingindo R$ 947,8 milhões — sinal de que a operação está ficando mais eficiente onde importa. 

A escolha estratégica por trás dos números

Um recuo de 5,3% no e-commerce não foi acidente. Foi decisão. Vanessa Rossini, diretora de Relações com Investidores, foi direta na explicação: o canal online virou um ambiente irracional, dominado por produtos de baixo preço e margens que não sustentam uma operação saudável. O Magalu optou por priorizar categorias com maior margem, mesmo que isso signifique crescer menos no curto prazo.

Quem compensou foi o varejo físico, que surpreendeu com crescimento de 8,7%. As lojas foram as estrelas do trimestre — um dado que contradiz a narrativa de que o físico é irrelevante em um mundo digital e que reforça a tese de que a integração entre canais ainda tem muito espaço para gerar valor.

O caixa que poucos comentam

Um número que passa despercebido no debate sobre os resultados do Magalu: o caixa total da empresa está em torno de R$ 8 bilhões, com geração de R$ 2,2 bilhões de caixa operacional apenas no quarto trimestre. Para contextualizar — em 2015, o caixa total da companhia era de cerca de R$ 1 bilhão.

É uma empresa com músculo financeiro real, construído ao longo de quase uma década de expansão. A questão agora é para onde esse músculo vai ser direcionado.

AI Commerce: a aposta do próximo ciclo

A resposta está sendo construída em torno de duas letras: IA.

O Magalu quer escalar o chamado AI Commerce — usar inteligência artificial como canal de relacionamento com o cliente, com foco central no Zap da Lu, o canal de vendas via WhatsApp que a empresa vem desenvolvendo. Os números já justificam a aposta: o canal tem aproximadamente 3 milhões de usuários ativos e apresenta taxa de conversão três vezes maior do que a busca tradicional no aplicativo.

Taxa de conversão três vezes maior não é detalhe. É o dado mais importante dos resultados do Magalu.

O que esse número sugere é que o consumidor, quando tem uma experiência de compra mais conversacional e personalizada, converte significativamente mais. É exatamente a promessa que a IA generativa traz para o varejo — e o Magalu está na frente dessa curva dentro do mercado brasileiro.

A estratégia para o próximo ciclo combina mais vendas cruzadas entre plataformas, transformação do e-commerce em um destino mais premium — menos bazar, mais vitrine curada — e ampliação de parcerias externas como a do AliExpress, que trazem tráfego adicional com boa rentabilidade sem exigir investimento próprio em aquisição de clientes.

O que os números de mercado dizem

As ações subiram apenas 15% nos últimos 12 meses e estão a 99% abaixo das máximas históricas. O valor de mercado atual é de aproximadamente R$ 7,3 bilhões.

O que está claro é que o Magalu não é mais a empresa que crescia para impressionar. É uma empresa que quer provar que consegue crescer para sustentar. E que tem em mãos uma tecnologia — o AI Commerce — com métricas iniciais que, se sustentadas em escala, mudam o jogo.

Decisões estratégicas como essa — saber quando parar de crescer por volume e começar a crescer por valor — são o tipo de escolha que separa conselhos de alto desempenho de conselhos decorativos.

O Board Program da StartSe começa no dia 4 de maio, em São Paulo, com a aula magna de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magalu. 

O programa mais completo do Brasil para quem quer atuar, influenciar ou construir conselhos de administração de verdade.

As vagas são limitadas, porque estar em uma sala com a oportunidade de conversar diretamente com uma das maiores empreendedoras do Brasil é algo muito exclusivo.

Acesse aqui e garanta a sua vaga.

Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!

Imagem de fundo do produto: AI Journey | StartSe

Assuntos relacionados

Imagem de perfil do redator

Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

Leia o próximo artigo

newsletter

Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!