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Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft projetam gastar US$ 650 bilhões em infra de IA

A maior parte desses investimentos está sendo direcionada para a construção de data centers massivos e infraestrutura de computação especializada

Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft projetam gastar US$ 650 bilhões em infra de IA

Big techs apostam alto na infra de IA

, redator(a) da StartSe

6 min

6 fev 2026

Atualizado: 6 fev 2026

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A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e virou o principal eixo de transformação estratégica das maiores empresas de tecnologia do mundo. Em 2026, as grandes Big Techs previram desembolsar cerca de US$ 650 bilhões em capital expenditures (capex) voltados à construção de infraestrutura para IA — incluindo data centers, chips especializados, redes de telecomunicações e equipamentos de suporte — uma cifra que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de muitos países desenvolvidos.

Esse volume de investimento representa um salto de 60% em relação ao que era gasto em 2025, impulsionando uma competição feroz pelo domínio da arquitetura técnica que sustentará a próxima geração de modelos de IA. Para colocar em perspectiva, essa soma não é um gasto isolado em produtos: é a construção da espinha dorsal de um novo paradigma tecnológico, onde capacidade computacional, armazenamento rápido e conectividade de alto desempenho serão os ativos mais valiosos de uma organização.

Por trás dos números: onde o dinheiro está indo

A maior parte desses investimentos está sendo direcionada para a construção de data centers massivos e infraestrutura de computação especializada — estruturas que abrigam servidores, GPUs e chips de IA necessários para treinar, rodar e escalar modelos avançados de inteligência artificial. 
Por exemplo:

A Amazon planeja cerca de US$ 200 bilhões em capex, intensificando sua aposta em AWS, chips próprios e capacidades de computação global.

A Alphabet (Google) diz que pode chegar a US$ 185 bilhões, quase dobrando seus gastos de data center e chips para suportar serviços como Gemini e sua nuvem especializada em IA.

Microsoft, Meta e outras gigantes também elevaram suas projeções de forma agressiva, colocando a corrida de IA no centro de suas estratégias de longo prazo.

O que isso significa para o mercado e para os líderes de negócio

Essa corrida bilionária não é apenas um capricho. Ela reflete uma mensagem clara das Big Techs: quem dominar a infraestrutura de inteligência artificial controlará a próxima geração de aplicações, modelos de negócio e cadeias de valor digital. Os custos de treinar e operar modelos de IA estão crescendo rapidamente — estudos acadêmicos sugerem que apenas treinar grandes modelos pode custar milhões ou até bilhões de dólares — o que limita esse jogo às empresas com maiores recursos financeiros.

Mas essa corrida também levanta questões estratégicas para líderes e conselheiros:

Sustentabilidade do investimento: será que esses gastos se traduzirão em receitas equivalentes no curto e médio prazo? Alguns investidores têm expressado preocupação com retornos ainda incertos.

Dependência de fornecedores externos: empresas menores ou setores tradicionais podem ficar à margem se não houver interoperabilidade, parcerias ou modelos de acesso compartilhado a essa infraestrutura de IA.

Impactos na cadeia de valor tecnológica: fornecedores de chips, data centers, software e serviços específicos de IA são os principais beneficiados — enquanto talentos e políticas públicas precisam acompanhar essa expansão.

Mais do que uma corrida tecnológica, uma redefinição estratégica

Os US$ 650 bilhões projetados para 2026 não são apenas números enormes em um relatório financeiro — eles simbolizam a transformação da economia global em torno da inteligência artificial. A IA está deixando de ser um diferencial experimental para se tornar um componente central de competitividade, inovação e valor de mercado.
Para líderes corporativos, conselheiros e estrategistas, isso exige pensar a IA não apenas como ferramenta ou tecnologia, mas como infraestrutura fundamental de futuro — tão essencial quanto eletricidade ou internet, que remodelará estruturas organizacionais, cadeias produtivas e mercados inteiros nos próximos anos.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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