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Além da Tesla: conheça outras 10 startups de carros elétricos

Conheça as startups que já estão propondo suas versões de veículos elétricos no Brasil e no mundo.

Além da Tesla: conheça outras 10 startups de carros elétricos

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, Head de Conteúdo na Captable

8 min

27 abr 2021

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques

O setor de veículos elétricos não atrai somente a Tesla e outras montadoras tradicionais. O segmento está em crescimento no mundo, somente nos dois primeiros meses do ano, as vendas de carros elétricos representaram 4,6% do mercado global total. Esse tipo de veículo ainda possui pouca presença no mercado brasileiro, mas as vendas também crescem: em 2020, houve um crescimento de 66,5% no número de veículos elétricos e híbridos. Conheça startups que estão desenvolvendo produtos para atender esse mercado, no mundo e no Brasil.

Faraday Future

  • O que? Assim como a Tesla, a startup americana Faraday pretende entregar primeiro os modelos mais luxuosos e poderosos. O FF 91 foi o primeiro modelo apresentado, ainda em 2017. Com 600 km de autonomia, 1050 cv de potência, três motores e aceleração de 0 a 100km/h em 2,4 segundos, o veículo chama atenção.
  • Destaque: já há 14 mil encomendas do FF91 e, em 2021, a FF fundiu-se a uma SPAC, objetivando a abertura de capital no segundo semestre. Com a disponibilidade das ações no mercado, a startup pretende captar US$ 1 bilhão, com o objetivo de cumprir o prazo de entrega dos FF91 na segunda metade de 2022. Para 2023 e 2024, os modelos FF81 e FF71, mais modestos, estão nos planos.

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Nio

  • O que? A Nio é o segmento de mobilidade da gigante chinesa Tencent. O conglomerado já possui forte presença em áreas diversas da tecnologia e já supera o Facebook em valor de mercado - avaliada em US$ 523 bilhões. A empresa cresceu 113% em 2020 e vendeu mais de 43 mil carros.
  • Destaque: o grande diferencial da Nio é a possibilidade de trocar a bateria quando a carga acaba: ao invés de aguardar os longos tempos de recarga típicos das baterias de carros elétricos, é possível passar em uma estação da empresa e trocar a bateria vazia, por uma completamente carregada. Com 191 estações em 76 cidades e objetivo de alcançar 500 em operação até o final do ano, é uma boa alternativa às estações de recarga com longo tempo de espera. Ainda há um diferencial no modelo de negócio que permite a compra do carro, mais barato, sem a bateria - para rodar, basta alugar a bateria em modelo de assinatura mensal.

Lucid Motors

  • O que? A Lucid Motors é outra startup da Califórnia que pretende concorrer com a Tesla. O Lucid Air, primeiro modelo a ser entregue, teve suas entregas adiadas do primeiro para o segundo semestre de 2021. Com preço inicial de US$ 77 mil (até US$ 160 mil, com opcionais), o carro concorre diretamente com o Model S da Tesla.
  • Destaque: os diferenciais da Lucid estão principalmente na autonomia dos veículos, isso é quanto podem percorrer com uma carga completa: de 653 km a 832 km, dependendo do modelo. A versão Grand Touring, com 832 km de autonomia, fez frente aos 647 km do Model S Long Range em 2020, mas a Tesla já anunciou versão atualizada com a capacidade de chegar a 836 km de capacidade. A Lucid Motors recebeu aporte de US$ 1 bilhão de um fundo da Arábia Saudita e deve ter uma fábrica na região.

Ola Electric

  • O que? A startup Ola Electric é uma subsidiária da Ola, espécie de Uber indiano. Em 2020, adquiriu a Etergo, startup holandesa fabricante de scooters elétricas. Ligada no mercado indiano, a Ola começou a construir a maior fábrica de motos elétricas do mundo. Em 2022, a fábrica pretende produzir uma moto elétrica a cada 2 segundos. 
  • Destaque: ao mirar nas motos elétricas e não nos veículos tradicionais, a Ola demonstra saber como utilizar as vantagens geradas por seus diferenciais. A Appscooter deve ser o primeiro modelo de motocicleta elétrica, com três baterias e 240 km de autonomia total, a moto deve ser mais veloz que qualquer scooter movida a gasolina - alcançando 45km/h em apenas 3,9 segundos.

Arrival

  • O que? Além dos carros e motos, o setor de transporte coletivo também está recebendo atenção das startups que pretendem eletrificar os veículos. A Arrival, startup britânica, foca em criar ônibus e vans elétricas, especialmente para empresas de logística. A produção de fato ainda não começou, mas a empresa deve colocar suas vans elétricas para circular, em fase de testes, nas ruas britânicas ainda neste ano. Em 2024, a empresa projeta faturar US$ 14 bilhões ao ano com as vendas dos veículos.
  • Destaque: a Arrival se diferencia das concorrentes ao operar de forma descentralizada. O modelo de negócios da startup prevê a construção de "microfábricas" em diferentes lugares, com linhas de produção especializadas para o mercado local, com preços competitivos em cada região de atuação. Já há duas fábricas no Reino Unido e outras duas nos EUA. Cada microfábrica deve produzir cerca de 10 mil veículos por ano. O financiamento da operação também está tomando o caminho da abertura de capital via SPAC, da mesma forma que a concorrente Faraday.

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Rivian

  • O que? A Rivian é outra startup americana que desenvolve diferentes tipos de veículo elétrico, no segundo semestre do ano, a empresa pretende lançar três veículos diferentes: uma picape, uma SUV e uma van. A picape e a SUV miram a performance de Land Rovers no off-road, um feito ainda inédito para veículos elétricos.
  • Destaque: a empresa pretende oferecer 600 estações de carregamento nos EUA (a Tesla possui mil, atualmente) e os carregadores devem ser exclusivos para seus veículos. Outro grande destaque é a parceria com a Amazon, que resultou no desenvolvimento da van elétrica da companhia. Com mais de 100 mil unidades encomendadas pela gigante, a van deve ser responsável por transportar os pedidos da Amazon Prime, em todos os mercados onde ainda operam veículos a combustão, até o final de 2022.

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Fisker

  • O que? A startup americana já possui dois protótipos de veículo anunciados, um Sedan (EMotion) e uma SUV (Ocean). O Ocean deve ser lançado em 2022 por US$ 40 mil, concorrendo diretamente com o Tesla Model Y (US$ 50 mil). A Fisker é outra das startups de carros elétricos que está planejando abrir seu capital através de uma SPAC, já tendo garantido investimento de US$ 1 bilhão para financiar a operação inicial.
  • Destaque: a Fisker se diferencia no seu modelo de produção: à exemplo da Apple, a startup contratou a Foxconn - mesma empresa responsável por montar iPhones, por exemplo - para produzir seus veículos. A produção deve iniciar em 2023, inicialmente entregando 250 mil veículos ao ano. A estratégia é comum no mundo dos eletrônicos de consumo, mas parece ser a primeira vez que uma empresa automotiva utiliza a mesma estratégia, com as concorrentes ainda apostando em fábricas próprias.

BRASIL

Lupa

  • O que? Apesar de não ser brasileira, a espanhola Lupa pretende atender o mercado brasileiro através da construção de uma fábrica no Uruguai, que deve atender aos pedidos da América do Sul. Até 2025, a companhia planeja fabricar pelo menos dois veículos elétricos, um hatch (E26) e uma minivan (E66). A marca ainda não começou as entregas na Europa, mas a pré-venda já está aberta.
  • Destaque: o E26, modelo hatch da Lupa, deve se destacar por sua recarga rápida: a compahia promete 80% de recarga em apenas 25 minutos. O veículo deve ter mais de 350 km de autonomia e mais de 120 cv de potência. Na Europa, o modelo pode ser encomendado por 17 mil euros.

eION

  • O que? A startup paranaense eION apostou no desenvolvimento de um veículo para atividades recreativas e turísticas. Após dois anos de desenvolvimento, o Buggy Power é a aposta da companhia. As baterias do buggy são fabricadas na China e montadas no Brasil. Seguindo a mesma lógica da Tesla, as baterias são instaladas no assoalho do veículo para diminuir o centro de gravidade e aprimorar a condução.
  • Destaque: as versões do Buggy Power começam em R$ 99 mil e a autonomia vai de 150 km a 500 km, a depender da versão. O veículo comporta até cinco ocupantes e acelera de 0 a 80 km/h em 10,9 segundos. O buggy é voltado para hotéis, resorts, pousadas, agências de turismo, clubes e parques - sendo fabricado no Brasil.

Hitech Electric

  • O que? A Hitech Electric lançou em 2020 sua primeira aposta de veículo on-road elétrico. O e.coTech 4 Autônomo é equipado com sensores e câmeras que mapeiam um ângulo de 360 graus para a detecção de pedestres, distância, obstáculos e velocidade. A empresa afirma que esse é o primeiro carro autônomo produzido no Brasil e é resultado de uma parceria com a Positivo, que auxiliou no desenvolvimento do sistema autônomo do veículo. O veículo está disponível a partir de R$ 78.600.
  • Destaque: a Hitech Electric se destaca por oferecer opções em quase todas as categorias: carro, caminhão, scooter, moto, bicicleta, patinete e barco. Outro destaque é a possibilidade de alugar os veículos elétricos através do site da companhia. O objetivo da empresa é unir economia, tecnologia e sustentabilidade - seja on-road, off-road ou marine.

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POR QUE IMPORTA?

É relevante conhecer o estado do segmento como um todo, lembrar que há mais representantes que a Tesla e que ela sozinha não conseguiria suprir toda a demanda mundial. Além disso, com a presença de múltiplos players, é possível aumentar a concorrência, o que deve reduzir preços e aumentar a adoção desse tipo de veículo.

Ainda, o que se nota é uma grande presença de startups no segmento. Como característico delas, são as mais presentes em setores ligados à tecnologia e inovação. No Brasil, embora a indústria nacional ainda engatinhe, já é possível encontrar as primeiras soluções próprias, pensadas para o nosso mercado. 

Todos estão de olho nessa categoria, mundialmente a previsão é de que os carros elétricos representem 32% da frota mundial até 2030 e, por aqui, é esperado que pelo menos 5% dos veículos sejam elétricos até o final do mesmo ano.


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Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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