Na NRF 2026, o conceito apareceu de forma recorrente nos painéis mais estratégicos. Longe do hype e perto da execução.
No agentic commerce, o consumidor deixa de navegar, comparar e escolher manualmente. Ele delega.
, redator(a) da StartSe
5 min
•
23 jan 2026
•
Atualizado: 23 jan 2026
newsletter
Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!
Não se trata de mais uma tendência tecnológica. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como as decisões de compra são tomadas.
No agentic commerce, o consumidor deixa de navegar, comparar e escolher manualmente.
Ele delega.
Agentes de IA passam a buscar, comparar, negociar, decidir e executar compras em nome do usuário.
Quem controla esses agentes controla a venda.
Durante décadas, o varejo digital foi construído sobre interfaces: sites, apps, vitrines digitais. O consumidor entrava, explorava, comparava e clicava.
No agentic commerce, essa lógica quebra.
O consumidor descreve a intenção — “quero trocar meu celular”, “preciso de roupas para viagem”, “reabasteça minha despensa” — e agentes inteligentes resolvem o resto. Eles avaliam preço, disponibilidade, reputação, prazo, histórico e preferência. E finalizam a compra.
O ponto crítico: a decisão acontece fora da interface da marca.
Quando agentes compram, o que importa muda.
Layout, storytelling e campanhas perdem peso.
Ganham importância: dados estruturados, preço competitivo em tempo real, logística confiável, histórico de entrega, reputação algorítmica, APIs abertas e integração com agentes.
Marcas que não estiverem “legíveis” para agentes simplesmente não entram na decisão.
É um jogo invisível. E brutal.
O Brasil tem três características que tornam o agentic commerce ainda mais relevante:
Consumidor digitalmente maduro, acostumado a apps, pagamentos instantâneos e entregas rápidas.
Mercado altamente competitivo, onde margem é pressionada e eficiência decide sobrevivência.
Ecossistema fragmentado, com varejistas, marketplaces, fintechs e superapps disputando a jornada.
Quem dominar agentic commerce primeiro cria vantagem sistêmica: reduz custo de aquisição, aumenta recorrência, entra nos “padrões de decisão” dos agentes, e vira fornecedor preferencial automático.
O risco de esperar é simples: virar commodity invisível.
Adotar agentic commerce exige decisões que vão muito além de TI:
Boards e lideranças precisam entender que o canal de venda agora pode ser uma IA — não um app.
Varejistas vencedores no agentic commerce terão três atributos:
Infraestrutura pronta para integração, não apenas para consumo humano.
Estratégia clara de presença nos agentes, próprios ou de terceiros.
Velocidade de adaptação, porque os padrões ainda estão sendo definidos.
Assim como quem entendeu marketplaces cedo ganhou escala, quem entender agentes cedo ganhará prioridade algorítmica.
Agentic commerce não é futuro distante.
É a próxima camada do varejo digital. Ela está sendo construída agora.
E é por isso que nós absorvemos todo o conhecimento in loco na NRF e transformamos em um preparo local. Conhecimento que você pode absorver aqui mesmo no Brasil e aplicar no seu negócio, com a Imersão Agentic Commerce, a primeira abordagem de ensino deste tema no Brasil.
O primeiro encontro será nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2026, na sede da StartSe, em São Paulo, com vagas limitadas.
Marcas brasileiras que dominarem esse movimento cedo não apenas venderão mais. Elas serão escolhidas automaticamente.
E, em um mundo onde decisões de compra são delegadas a agentes, não estar na lista é o mesmo que não existir.
Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!
Assuntos relacionados
redator(a) da Startse
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
Leia o próximo artigo
newsletter
Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!