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A OpenAI não quer só mais chips, quer energia em escala de país.

A empresa assinou um contrato de mais de US$ 10 bilhões para comprar até 750 megawatts de poder computacional da Cerebras Systems ao longo de três anos.

A OpenAI não quer só mais chips, quer energia em escala de país.

OpenAI

, redator(a) da StartSe

4 min

15 jan 2026

Atualizado: 15 jan 2026

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A OpenAI acaba de fechar um acordo que redefine o que significa “infraestrutura” na era da inteligência artificial. A empresa assinou um contrato de mais de US$ 10 bilhões para comprar até 750 megawatts de poder computacional da Cerebras Systems ao longo de três anos.

Isso não é capacidade extra. É preparação para uma guerra de escala.

O acordo, revelado pelo Wall Street Journal, mostra até onde a OpenAI está disposta a ir para garantir que seus próximos modelos não esbarrem no limite físico da computação.

A parceria que levou quase uma década para acontecer

Essa aliança fecha um ciclo iniciado em 2016, quando Sam Altman e Andrew Feldman se conheceram. Na época, a OpenAI era uma ideia ambiciosa. A Cerebras, um mísero slide em PowerPoint.

Altman virou um dos primeiros investidores da startup. As conversas continuaram por anos. Agora, viraram contrato bilionário.

Para a Cerebras, o timing é cirúrgico. A empresa negocia uma nova rodada de cerca de US$ 1 bilhão, com avaliação estimada em US$ 22 bilhões, e prepara um IPO ainda este ano. Um contrato desse porte não apenas valida a tecnologia — ele ancora a tese para o mercado financeiro.

Um chip que desafia a lógica da Nvidia

A Cerebras não joga o jogo tradicional dos semicondutores. Enquanto a Nvidia corta wafers em GPUs individuais, a Cerebras faz o oposto: mantém o wafer inteiro.

O resultado é o Wafer-Scale Engine (WSE-3) — um chip do tamanho de um prato de jantar, com 4 trilhões de transistores e 900 mil núcleos de computação. É 57 vezes maior do que a GPU H100 da Nvidia.

Não é eficiência incremental. É uma aposta arquitetural radical.

A OpenAI está diversificando — por sobrevivência

Esse acordo não existe isoladamente. Ele faz parte de uma estratégia clara da OpenAI: não depender de um único fornecedor de chips.

Nos últimos meses, a empresa anunciou:

  • um acordo de US$ 100 bilhões com a Nvidia
  • um compromisso de 6 gigawatts com a AMD
  • US$ 38 bilhões com a AWS

desenvolvimento de chips customizados com a Broadcom

Somados, esses movimentos representam mais de US$ 1,4 trilhão em compromissos de infraestrutura.

Na prática, a OpenAI está construindo algo inédito: uma malha global de computação, distribuída entre múltiplos players, para sustentar modelos cada vez maiores, mais caros e mais famintos por energia.

O novo gargalo da IA não é algoritmo. É eletricidade.

A corrida da IA entrou em uma nova fase. Não vence quem tem o melhor modelo. Vence quem garante energia, chips e escala antes dos outros.

Empresas como Nvidia, AMD e Cerebras não estão apenas vendendo hardware. Estão disputando quem será o alicerce da próxima geração de inteligência artificial.

E a OpenAI deixou claro: ela não quer correr esse risco sozinha, nem devagar.

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Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.

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