Não é o mais técnico, nem o que tem mais anos de casa. É o que aprendeu a converter conhecimento de área em resultado com IA.
75% da demanda por competências de IA está concentrada em três grupos profissionais — funções computacionais e matemáticas, gestão, e operações de negócios e finanças
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5 min
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22 mai 2026
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Atualizado: 22 mai 2026
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Quando a IA começou a ganhar tração nas organizações, a narrativa dominante era que o impacto seria maior em funções operacionais e técnicas. Que quem realmente precisava se preocupar eram os desenvolvedores, os analistas de dados, os profissionais de TI.
Essa narrativa estava errada — e o mercado está corrigindo ela em tempo real.
O McKinsey State of AI 2025 analisou onde a demanda por habilidades de IA está crescendo mais rápido. O resultado foi contra-intuitivo para muita gente: 75% da demanda por competências de IA está concentrada em três grupos profissionais — funções computacionais e matemáticas, gestão, e operações de negócios e finanças. Não é coincidência. É estrutural. As ferramentas de IA generativa não foram feitas para substituir o código. Foram feitas para ampliar o trabalho de quem pensa, analisa, comunica e decide.
O profissional de marketing que antes escrevia um briefing por semana agora produz dez — sem perder qualidade estratégica. O advogado que levava dois dias para revisar contratos de parceria passou a fazer isso em duas horas — com o mesmo rigor e mais consistência. O analista financeiro que passava metade do dia organizando dados agora passa esse tempo interpretando os resultados que a IA organiza por ele. O gestor de RH que construía manualmente cada plano de desenvolvimento passou a personalizar programas para 50 pessoas no tempo que antes levava para um.
Esses profissionais não são os mais técnicos do mercado. São os que entenderam que o conhecimento que já têm, combinado com IA, cria um diferencial que nenhum novato consegue replicar rapidamente.
Esse é o perfil que o mercado passou a chamar de HIC — High-Impact Individual Contributor. E o que está permitindo que profissionais de negócios entrem nessa categoria não é aprender a programar. É aprender a usar IA com método — saber quais ferramentas aplicar em quais contextos, como construir prompts que extraem o máximo da sua área específica, como automatizar o que é repetitivo para liberar espaço para o que é estratégico.
Segundo o Deloitte State of AI in the Enterprise 2026, a principal barreira para captura de valor com IA nas organizações não é custo em tecnologia. É a falta de habilidade interna. Isso significa que o profissional de qualquer área que estruturar esse aprendizado agora está ocupando um espaço que a maioria da sua concorrência ainda está deixando vazio.
O AI Journey da StartSe foi construído para esse profissional: o especialista de área — marketing, finanças, jurídico, RH, operações, estratégia — que quer usar IA para multiplicar o impacto do que já sabe fazer bem. O programa inclui trilhas específicas por área de atuação, ferramentas práticas e um sistema de aplicação que funciona mesmo para quem nunca escreveu uma linha de código.
Fontes: McKinsey State of AI 2025; Deloitte State of AI in the Enterprise 2026; Gloat AI Skills Demand Report 2026.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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