Milena Leal, do Google Cloud, apresentou no AI Festival o AI Stack completo da empresa — e lançou novidades que mudam como empresas vão operar com IA agora
Milena Leal, do Google Cloud, no palco do AI Festival 2026
, Editor
7 min
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14 mai 2026
•
Atualizado: 14 mai 2026
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Milena Leal subiu ao palco do AI Festival 2026 com uma afirmação que não deixou espaço para interpretação: a era agêntica começou. Não é roadmap, não é visão de futuro — é o presente que as organizações precisam começar a operar agora. E o Google Cloud quer ser o parceiro que vai apoiar essa transição, do primeiro agente ao sistema de agentes rodando em escala corporativa.
Por que o Google Cloud?
Antes de mostrar produtos, Milena estabeleceu o argumento estratégico em três pilares. O primeiro é a vantagem full-stack para o desempenho da IA: o Google co-desenvolve cada camada da infraestrutura — dos chips aos modelos — para garantir eficiência, governança e vantagem competitiva real para os clientes, não apenas acesso a componentes genéricos. O segundo é a abertura: a plataforma funciona com as ferramentas que cada empresa já usa e garante liberdade de adaptação conforme a estratégia evolui, sem risco de aprisionamento tecnológico. O terceiro é a solidez de um hiperescalador preparado para o ambiente empresarial — com resiliência, escalabilidade, segurança e soberania de dados como atributos de base, não como opcionais.
O compromisso da empresa com o Brasil foi sintetizado em cinco pilares do "Best of Next" apresentado no palco: Inteligência Artificial, Dados, Infraestrutura, Segurança e Trabalho Colaborativo.
O único AI Stack de ponta a ponta
Um dos slides mais densos da apresentação foi também um dos mais estratégicos. O Google Cloud se posicionou como o único provedor que oferece um AI Stack completo e integrado, composto por seis camadas: Agentic Taskforce, Agent Platform, Agentic Defense, Agentic Data Cloud, Research & Frontier Models e AI Hypercomputer. Não são produtos avulsos — são camadas de uma arquitetura projetada para trabalhar em conjunto, do treinamento de modelos à execução de agentes autônomos em produção.
Novidades anunciadas no palco
Milena trouxe três lançamentos marcados como novidade, com status explícito de disponibilidade:
O Workspace Intelligence — em General Availability — é a aposta do Google para transformar o ambiente de trabalho colaborativo. A proposta é usar agentic work para impulsionar a compreensão em tempo real, conectando dados fragmentados em diferentes ferramentas do Workspace e convertendo essa fragmentação em eficiência operacional.
O TPU 8t — também sinalizado como novidade — é o novo chip de treinamento do Google, otimizado especificamente para essa etapa do ciclo de vida da IA. A infraestrutura para acelerar todo o ciclo da IA — do treinamento ao deploy — foi apresentada como diferencial central da plataforma.
Os Skills — em fase Experimental — são uma funcionalidade que permite a criação de habilidades reutilizáveis que funcionam como guias padronizados para equipes. Em vez de cada time reinventar como interagir com agentes, os Skills estabelecem um repertório compartilhado e escalável de comportamentos.
Gemini Enterprise: IA para cada colaborador e cada fluxo de trabalho
A camada de produto que conecta tudo isso para o usuário corporativo é o Gemini Enterprise, apresentado como "o melhor da IA do Google para todo colaborador e para todo fluxo de trabalho". Dentro dessa suíte, dois lançamentos merecem destaque:
A Gemini Enterprise Agent Platform — marcada como novidade — organiza em quatro verbos o que a plataforma entrega: construir, escalar, gerenciar e otimizar agentes. É a resposta do Google para quem quer ir além do agente pontual e criar uma operação agêntica real dentro da empresa.
O Gemini Enterprise for Customer Experience fecha o ciclo pelo lado do cliente, com três frentes integradas: Agent Assist (suporte em tempo real aos atendentes humanos), CX Insights e AI Quality (análise e melhoria contínua da experiência), e AI Commerce Search e Shopping Agents (busca e compra guiadas por IA).
Para os dados, a solução Conversational Agents everywhere — apoiada no Gemini Enterprise — estende agentes conversacionais para todos os ambientes de dados da empresa: Looker, BigQuery, Lakehouse, Databases e a nova Conversational Analytics API, cada um em diferentes estágios de disponibilidade (Preview e Coming Soon).
A mensagem que ficou
Milena encerrou com três palavras que resumem o posicionamento do Google Cloud para quem está decidindo onde rodar sua estratégia de IA: Liberdade de escolha, Estabilidade e Segurança. Num mercado onde a maioria das plataformas cobra pela dependência, o Google está apostando na abertura como vantagem competitiva. O recado para o mercado brasileiro é direto: a infraestrutura para operar na era agêntica já existe, já está disponível — e o Google Cloud quer ser a base sobre a qual essa nova camada de trabalho vai rodar.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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