O dado mais citado sobre atendimento em 2026 esconde uma armadilha: a indiferença do cliente sobre quem resolve não significa tolerância com quem resolve mal
Imagem gerada na ferramenta Stable Diffusion XL: “A chatgpt-style robot being interviewed”.
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6 min
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30 jul 2026
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Atualizado: 30 jul 2026
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Antes de qualquer empresa comemorar esse número como licença para automatizar tudo, vale entender o que ele realmente diz, e é justamente essa leitura mais fina, sobre onde a IA de fato substitui, complementa ou atrapalha a jornada do cliente, que o programa Agentic-Led Growth da StartSe foi desenhado para construir junto com lideranças de operação e crescimento.
Segundo o mais recente "State of Customer Experience", da Genesys, consumidores se importam cada vez mais com o resultado do que com quem presta o serviço: 76% não se importam com quem resolve o problema, desde que seja resolvido de forma rápida e completa. Ainda assim, esperam experiências ao mesmo tempo eficientes e empáticas, com 94% valorizando eficiência tanto quanto empatia, e a incapacidade de alcançar um agente humano continua sendo a maior frustração relatada, reforçando a necessidade de orquestrar agentes de IA e humanos para entregar o suporte certo no momento certo.
Esse é o detalhe que a manchete costuma deixar de fora. A indiferença sobre quem resolve não é uma autorização para eliminar o humano da equação. É uma reivindicação de que a solução, seja ela automatizada ou não, funcione de verdade, sem fricção e sem a sensação de estar preso em um labirinto de bots que não resolvem nada.
Apesar de 95% dos consumidores esperarem que suas informações sejam lembradas entre canais, quase metade das organizações, 48%, não passa automaticamente essas informações entre agentes virtuais e humanos. Esse é exatamente o tipo de falha que transforma automação, pensada para reduzir fricção, em fonte de frustração adicional. Um cliente que repete o mesmo problema três vezes, para um bot e depois para dois atendentes diferentes, não está vivendo a promessa de eficiência que a estatística de 76% sugere. Está vivendo o oposto dela.
Mais da metade dos consumidores afirma que preferiria fazer qualquer outra coisa a contatar o atendimento ao cliente, e 85% dizem que um mau atendimento já os fez gastar menos ou parar de fazer negócios com uma marca. Isso significa que a aposta em IA de atendimento carrega um risco duplo: bem implementada, reduz custo e aumenta satisfação; mal implementada, acelera exatamente o tipo de erro que afasta cliente e destrói receita recorrente.
Manter qualidade de serviço com infraestrutura envelhecida se tornou o principal desafio operacional para líderes de experiência do cliente, dificultando esforços para conectar dados, canais e interações dos consumidores, o que gera frustração e corrói a fidelidade construída ao longo do tempo. A lição central aqui não é sobre qual tecnologia adotar, mas sobre como orquestrar experiência de ponta a ponta. Empresas que tratam agentes de IA como camada isolada, sem integração real com o histórico do cliente e com a equipe humana, estão otimizando custo no curto prazo e destruindo relacionamento no médio prazo.
O primeiro passo é auditar, com dados reais e não com percepção informal, quantas vezes o cliente precisa repetir informação ao transitar entre atendimento automatizado e humano na jornada da própria empresa. O segundo é desenhar a arquitetura de atendimento a partir do resultado esperado pelo cliente, e não a partir da tecnologia disponível, invertendo a lógica que a maioria das empresas ainda segue.
É esse tipo de desenho estratégico de crescimento orientado por agentes de IA, que preserva relacionamento em vez de sacrificá-lo por eficiência de curto prazo, que o programa Agentic-Led Growth da StartSe constrói com lideranças de operação e crescimento.
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Bruno Lois
, Editor
Jornalista e Copywriter. Escreve sobre negócios, tendências de mercado e tecnologia na StartSe.
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