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5 Dias Até o Board: Como Agentes de IA Construíram Uma Tese Estratégica do Zero

O Problema Não É Ter IA. É Transformar IA em Resultado — e Quase Ninguém Consegue

5 Dias Até o Board: Como Agentes de IA Construíram Uma Tese Estratégica do Zero

IA não é opcional. Mas o resultado ainda é.

Victor Hugo Bin

, redator(a) da StartSe

9 min

13 mai 2026

Atualizado: 13 mai 2026

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IA na Empresa Não Funciona? O Erro Que a Maioria dos CEOs Ainda Comete

Toda empresa já tem IA. O ChatGPT roda solto nos times, o Gemini aparece nas buscas, o Claude virou favorito de quem escreve. Mas entre usar IA e gerar resultado com IA existe um abismo — e a maioria das empresas ainda está do lado errado dele.

Foi essa a provocação central da oficina "5 Dias Até o Board", conduzida por Pedro Lopes, Diretor de Produto, e Samuel Jacobsen, AI Developer — ambos da Lumina, a plataforma de IA do Grupo Alura (que reúne Alura, FIAP, PM3 e StartSe) — durante o AI Festival 2026, promovido pela StartSe.

Por que isso importa: A oficina expôs um problema que atinge empresas de todos os tamanhos: profissionais usam LLMs diariamente, mas de forma genérica, sem padronização entre times, sem governança e sem impacto mensurável. Uso pessoal e profissional se misturam na mesma ferramenta. E o risco de alucinação por memória expandida — quando conversas anteriores contaminam novas respostas — é real e subestimado.

O cenário: IA está em todo lugar, resultado não

A frase que abriu a oficina foi direta: "O problema não é acesso a IA. É transformar IA em resultado."

Pedro Lopes e Samuel Jacobsen mapearam um padrão que se repete em organizações de todos os portes: a empresa implementa IA, declara a adoção como vitória — e para por aí. Ninguém mede o impacto. Ninguém padroniza o uso. E cada colaborador vira um "freelancer de prompt", operando do jeito que quer, sem boas práticas, sem governança.

O resultado é previsível: a IA não entrega o que prometeu. E a culpa recai sobre a tecnologia, não sobre a falta de método.

O caso LinguasFly: quando o Board bate na porta

Para tornar o problema tangível, os facilitadores construíram um case fictício — a LinguasFly, uma rede premium de escolas de idiomas com 38 unidades em 9 estados, 32 mil alunos, ticket médio de R$ 480/mês e R$ 180 milhões de receita anual.

A CEO fictícia, Helena, recebe uma mensagem do investidor sênior: "Traga seu plano de 18 meses na sexta. Abraço."

Cinco dias para o Board. Três áreas com sintomas claros e sem diagnóstico integrado: matrículas caindo 22% ano contra ano no comercial, evasão em alta nas operações B2C e pais cancelando matrículas dos filhos citando o ChatGPT como motivo no CS.

O ponto crítico: cada área já tinha uma resposta pronta. Nenhuma conectava os pontos.

A IA não chega na resposta sozinha — mas com ela, chega-se mais rápido

É aqui que a oficina virou prática. Os facilitadores demonstraram ao vivo como a Lumina — que integra os principais modelos do mercado (ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity, entre outros) via API, com proteção de dados sensíveis e sem alimentar o treinamento das Big Techs — funciona como camada de inteligência operacional.

A sequência de uso foi clara e replicável:

Diagnóstico integrado. Primeiro, os dados das três áreas (comercial, operações e CS) foram carregados na Lumina com relatórios e arquivos reais de cada departamento. A plataforma usa RAG (Retrieval-Augmented Generation) — ou seja, ela não lê o documento inteiro gastando tokens à toa. Ela entende a pergunta e faz uma busca inteligente com base no contexto dos documentos.

Mapeamento de concorrentes. Em seguida, o agente "Mapeador de Concorrentes" da Lumina gerou um relatório executivo com os principais competidores da escola fictícia, cenário dos últimos 12 meses, ticket médio e alertas classificados como baixo, médio e alto.

Plano de ação. O agente "Job to be Done" transformou os insights em lista de ações concretas — os to-dos que a CEO precisaria para montar seu plano.

Resumo para o Board. Por fim, o agente "Conselheiro Estratégico" consolidou tudo em um resumo estratégico de uma página, pronto para apresentar ao conselho em 5 dias.

A frase que resume a dinâmica: "A IA vai chegar numa tese pro Board boa sozinha? Não. Significa que eu e ela, juntas, chegaremos numa solução melhor do que eu sozinha."

Os sinais que importam para o seu negócio

O que muda agora:

A Lumina, que faz parte do Grupo Alura — o maior ecossistema de educação tech da América Latina, com mais de 6 milhões de profissionais formados e 10 mil empresas atendidas — traz mais de 55 agentes de IA treinados por especialistas de cada área (RH, Marketing, Vendas, Finanças, Produto). É a lógica de tirar o profissional do "prompt genérico" e colocar num ambiente com instruções, contexto e formato de entrega já prontos. Setup em 15 minutos, LGPD nativo, SSO e logs de auditoria (Fonte: luminawork.com.br).

O que observar:

A oficina reforça uma tendência que ganhou tração em 2025 e se consolida agora: a era das plataformas de orquestração de IA. O valor não está mais em qual LLM usar, mas em como orquestrar múltiplos modelos com o contexto certo, no fluxo certo, com governança. Empresas como a Lumina estão apostando que o futuro do trabalho com IA não é sobre ter a melhor ferramenta — é sobre eliminar a fricção entre o profissional e o resultado.

O risco silencioso:

O uso misturado de IA pessoal e profissional na mesma ferramenta é um problema de segurança e qualidade que poucos líderes estão endereçando. Memórias de conversas pessoais contaminando outputs profissionais, dados sensíveis da empresa rodando em contas pessoais do ChatGPT, falta de log de quem usou o quê — tudo isso é dívida técnica e de governança sendo acumulada em silêncio.

Para ficar de olho

A provocação final de Pedro Lopes é a que fica: "A Lumina não substituiu a CEO. Ela potencializou o trabalho com mais qualidade e velocidade."

Agora multiplique: se uma CEO fictícia montou uma tese estratégica em 5 dias usando agentes de IA, o que acontece quando toda a equipe opera no mesmo nível?

A resposta dos facilitadores: equipes que geram resultado com IA são as que equipam a ferramenta com o máximo de contexto profissional, fazem input de dados sem medo, compartilham resultados — e param de perder tempo olhando relatórios quando deveriam estar pensando.

IA não é opcional. Mas o resultado ainda é.

Pedro Lopes é Diretor de Produto da Lumina e Líder de Produto no ecossistema Alura. Samuel Jacobsen é AI Developer na Lumina/StartSe, com formação em Engenharia pela UTFPR e passagem por Sicredi e Sólides. A oficina foi realizada durante o AI Festival 2026. Para conhecer a Lumina: luminawork.com.br.

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