Durante muito tempo, ocupar uma cadeira em conselho era visto como reconhecimento de carreira. Hoje, é outra coisa.
A média geral gira em torno de R$ 1,1 milhão anual, com crescimento recente.
, Redator
6 min
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14 abr 2026
•
Atualizado: 14 abr 2026
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Conselheiros de companhias abertas no Brasil podem receber até R$ 16 milhões por ano, dependendo do setor e da posição. O número vem da pesquisa “Liderança Empresarial – Conselhos de Administração 2025”, da consultoria de governança Vila Nova Partners.
Mas o dado mais relevante não é o valor. É o que ele representa.
Há 15 anos, conselhos eram muitas vezes formados por relações pessoais ou institucionais. Quanto mais "notável" mais chance de figurar em conselhos. Hoje, isso mudou.
A profissionalização da governança elevou o nível de exigência, e também a remuneração.
Esse movimento acompanha uma mudança estrutural:
O conselho passou a ser peça central na estratégia, no risco e na sustentabilidade do negócio.
Ser conselheiro hoje não é “participar de reuniões”. É assumir responsabilidade direta sobre decisões que impactam bilhões.
Governança corporativa exige:
E isso inclui riscos legais e reputacionais.
A própria evolução da governança no Brasil reforça o papel de conselheiros independentes como garantia de imparcialidade e qualidade na tomada de decisão
Ou seja: a remuneração não cresce por status, cresce por accountability.
O que antes era uma extensão óbvia de carreira, virou profissão.
Hoje:
Segundo análises recentes, a remuneração dos conselhos cresce em ritmo acelerado justamente porque as empresas precisam atrair profissionais qualificados e disponíveis
Isso cria uma nova dinâmica:
Conselheiro não é mais “ex-executivo”. É um papel com competência própria.
Enquanto companhias abertas pagam milhões por ano, a realidade em empresas fechadas ainda é muito diferente: mais de 50% dos conselheiros ganham até R$ 15 mil por mês.
Isso revela dois níveis de maturidade:
Ou seja, o mercado existe: ainda que em diferentes níveis de maturidade e exigência.
Os dados também mostram variações relevantes por setor:
Isso indica algo importante:
Quanto maior a complexidade, regulação e impacto do setor, maior o peso do conselho.
Porque maior é o risco.
Durante muito tempo, o objetivo de carreira era claro e a transição quase óbvia:
CEO → eventualmente conselheiro
Hoje, isso não funciona mais de forma automática.
O novo cenário exige:
Sem isso, não existe espaço.
A título da news de hoje chama atenção pelo número: R$ 16 milhões por ano.
É uma bela remuneração. Mas a história real é outra: o conselho virou um dos principais centros de poder e responsabilidade dentro das empresas.
E isso cria uma nova pergunta para líderes:
Você está preparado para ocupar uma cadeira de conselho… ou apenas teve uma carreira executiva bem-sucedida?
Esse novo cenário não será ocupado por improviso.
Ele exige formação, método e preparo.
É exatamente isso que o Board Program da StartSe propõe: formar conselheiros prontos para atuar em um ambiente onde:
Porque o futuro da liderança não está apenas na operação. Está na governança.
E poucos estão realmente prontos para isso.
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