Por que eu adoro acordar nas segundas-feiras para ir trabalhar

Da Redação

Por Da Redação

10 de outubro de 2016 às 10:53 - Atualizado há 4 anos

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Por Paulo Deitos*

Sempre pensei em empreender. Até porque, numa família bem grande – sete tios por parte de pai, oito por parte de mãe e 54 primos – é quase impossível não encontrar exemplos de empreendedorismo na indústria ou no comércio. Já demonstrava interesse quando visitava as empresas dos familiares. Todo aquele universo me chamava atenção. E, por sorte, meu pai (que trabalhava em um banco e só mais tarde empreendeu na indústria de confecções) sempre incentivou. O “mundo dos negócios” sempre aparecia em nossas conversas em almoços  de domingo.

Comecei a minha vida profissional trabalhando com programação em PHP em uma pequena empresa em Porto Alegre. Era um estágio de Informática, mesmo eu cursando Administração de Empresas na época. Passados seis meses do contrato, decidimos (empresa e eu) não continuar no semestre seguinte e foi aí que eu passei a trabalhar como vendedor na empresa do meu pai. Essa foi minha primeira tentativa de empreender. Não estava criando um negócio do zero, mas entendia que tinha oportunidades para desenvolver ali. A empresa era muito pequena e, naquela época, poucas possuíam site. E eu fui lá e comecei a fazer, afinal, eu sabia de programação. Um exemplo de intra-empreendedorismo. Mas isso é papo para um outro texto.

Nossa indústria ficava no interior do Rio Grande do Sul. Lá, meu tio, sócio do meu pai, tocava o negócio. E nós, em Porto Alegre, trabalhávamos de casa organizando as áreas financeira e comercial. Trabalhar em home office exige uma dose extra de motivação e disciplina. Foi aí que tomei gosto pelas segundas-feiras. E levo isso comigo: em minha passagem pelo Grupo RBS e pela GetNet e também nas minhas empresas. E posso garantir que, se você não concordar com o que vai ler, provavelmente está em um trabalho que não te interessa. E, neste caso, acho que vale a pena rever o lugar certo para estar.

E não é que eu não goste dos finais de semana. Bem pelo contrário! Adoro aproveitar e estar próximo dos amigos e familiares. Um final de semana bem aproveitado é fundamental para que a semana seja mais produtiva. No entanto, quando você escolhe trabalhar com o que gosta provavelmente deve gostar de:

Fazer de novo o que você mais gosta e escolheu para a sua vida. Afinal, é isso que você agrega para a sociedade e assim que fará do mundo um lugar melhor.

Retomar os problemas e tentar resolvê-los. Nada melhor do que uma pausa de dois dias (ok, às vezes não temos todo esse tempo) para se debruçar no mesmo problema de sexta e passar a enxerga-lo diferente, o que muitas vezes leva a uma solução mais viável. Aprendi esse truque programando: sempre que eu emperrava em um código e não encontrava o problema, levantava e ia dar uma volta e, quando voltava, geralmente encontrava a solução com facilidade.

Conhecer novas pessoas. Sempre trabalhei na área comercial e geralmente conheço pessoas novas todas as semanas. Um novo cliente que te trará uma nova demanda ou que te fará refletir pra encontrar uma nova solução, trazendo crescimento com a troca de conhecimento. É o momento de aumentar a rede de relacionamentos, que é fundamental no desenvolvimento de qualquer carreira. Mas isso, obviamente, não se restringe somente a quem trabalha na área comercial. Se você trabalha em uma grande ou pequena empresa também terá essa oportunidade, conhecendo um colega de um outro setor que você não conhecia ou trabalhando com outros parceiros em um novo projeto. Enfim, é o momento de interagir e tirar o máximo dessa quebra de rotina e, porque não, fazer novas amizades. Pare e reflita: dos seus amigos mais próximos hoje, qual é o maior grupo ou quem você convive mais? Os seus colegas de colégio e da faculdade ou seus amigos do trabalho?

Criar novos objetivos e metas. Seja por um novo cliente, num novo projeto, numa nova tarefa interna. Sempre existe algo que possa ser melhorado. E isso ainda ajuda a sair da rotina e espantar a monotonia. É desafiador: basta você pensar como empreendedor e verá que termina sendo, inclusive, mais criativo e inovador. Neste momento sempre lembro do meu amigo Mauricio que diz: “É não é fácil não! Mas se fosse, não teria graça!”.

Atingir os objetivos. Uma das sensações que mais gosto é ver um desafio resolvido, um projeto entregue, uma evolução implementada. É com o reconhecimento emocional e financeiro que encontramos nova motivação para a próxima segunda-feira, pois só depois de atingir nossos objetivos que conseguiremos aproveitar com mais qualidade os nossos finais de semana.

*Paulo Deitos é administrador de empresas e sócio do URBE.ME, primeira plataforma de crowdfunding imobiliário do Brasil, que permite que qualquer pessoa tenha acesso aos rentáveis investimentos na incorporação imobiliária (antes restrito apenas aos grandes investidores).  

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