Zuckerberg vai doar 99% do que tem do Facebook, mas está abrindo mão da empresa?

Da Redação

Por Da Redação

2 de dezembro de 2015 às 12:18 - Atualizado há 5 anos

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Mark Zuckerberg decidiu doar, ainda em vida, US$ 45 bilhões em ações do Facebook para a caridade. Uma atitude altamente louvável que recebeu elogios de alguns dos homens mais importantes do mundo, como Bill Gates – este também um grande doador em vida para causas nobres. 

Mas uma pergunta é levantada com esse tipo de atitude: ele está abrindo mão do controle do Facebook, empresa que ele fundou no começo da década passada e que é efetivamente sua cria, com esse tipo de manobra? A resposta é não, graças a uma estrutura atípica que permite com que Zuckerberg seja controlador da empresa mesmo com pouquíssimas ações em seu nome. 

Atualmente, Zuckerberg tem menos de 20% das ações da rede social – avaliada em US$ 302 bilhões. Os cerca de 15% do empreendedor não seriam o suficiente para que Zuckerberg fosse o controlador da empresa. Então ele criou uma estrutura de ações diferente: mesmo com pouquíssimas ações ele tem votos o suficiente para controlar a empresa. 

O empreendedor fez uma promessa de doar esses valores em vida – não mais do que US$ 1 bilhão por ano nos próximos anos. Ele já havia prometido doar sua fortuna do The Giving Pledge, de Bill Gates e Warren Buffett, então não foi grande surpresa. Mas é o primeiro grande bilionário do mundo a fazer antes dos 40 anos de didade. 

Ele não liga para rankings de riqueza, mas foi bastante esperto para atingir o topo dos rankings de fortuna: hoje, ele é o 8º mais rico do mundo.  O Facebook captou menos dinheiro do que conseguiria se tentasse, durante seus primeiros dias – diluindo menos sua participação que em outras startups. 

Facebook foi a maior startup da história, muito maior do que o Uber é atualmente, por exemplo. E o valuation do Face era tão grande que permitiu que Zuckerberg tivesse muito mais ações de sua empresa do que seus pares: Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, por exemplo, possuem atualmente “apenas” cerca de 8% de suas empresas – e foram deixados para trás por Zuckerberg.