Wozniak diz que trabalhar com Jobs quando Apple estava para falir era um inferno

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Por Da Redação

14 de setembro de 2015 às 12:58 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Steve Jobs é tido como um dos maiores gênios do século passado (e deste também!), mas seu papel é geralmente sobrevalorizado, afirma Steve Wozniak, “o outro Steve” fundador da Apple. No período mais complicado da empresa, em 1984, trabalhar com Jobs era um inferno – por conta dos problemas que ele trazia para a empresa.

Nessa época, Jobs estava brigando com todos dentro da empresa por conta de tudo que estava dando errado – o que terminou no afastamento dele da empresa por John Sculley, CEO da Apple, e o conselho administrativo da empresa. Para Jobs, aquilo teria sido sua demissão da startup que havia fundado anos antes – e que quase faliu como resultado do que aconteceu.

No Facebook, Steve Wozniak contou sua versão da história: “o computador Lisa custava muito, mas Jobs acreditava que poderíamos usar um tipo de ‘Woz Magic’ para reduzir o custo dramaticamente. Isso só ocorreu por que ele não entendia de computadores e nem do que iria tomar para fazer a boa máquina certa”, disse Wozniak.

Sem entender, Jobs continuou a ser um chefe muito ruim. “Ele culpava a equipe do Lisa, nunca ele mesmo. O que um executivo deveria ter feito é manter o Lisa um segredo até que os preços das memórias RAMs caíssem dez vezes. Mas Jobs achava que isso era culpa dos engenheiros que não encontravam atalhos. Ele entrava nas reuniões e dizia que eles eram idiotas e depois ia embora”.

Jobs, Wozniak e Sculley nessa época, conta o co-fundador, acreditavam que o Macintosh seria a salvação da empresa. Por outro lado, Jobs sempre falava que Sculley não acreditava no futuro do Mac – muito embora tenha tido toda a liberdade de trabalhar na equipe do Macintosh e ser bastante influente no seu desenvolvimento.

Jobs, porém, fez decisões equivocadas com o Macintosh. “Ele tentou provar que era o melhor e tomou decisões equivocadas e apressadas. Ele falhou com o Apple III, com o Lisa e o Macintosh. Nós sacrificamos todo o crescimento do mercado de computação pessoal, que cresceu 10x em uma década e a Microsoft se aproveitou, por conta dessa decisão”, destaca Wozniak. 

O fracasso do Mac original fez com que Sculley afastasse Jobs do seu cargo como líder da equipe do Macintosh, o que não significada uma demissão. Foi quando ele decidiu tomar um ano sabático e se afastou da empresa. “Jobs nunca foi demitido. Ele se afastou de vergonha. E quando ele retornou para a Apple, mais de uma década depois, ele era uma pessoa diferente. Ainda queria ter os melhores produtos, mas era mais paciente e equilibrado, poderia executar e gerir bem”, conta Wozniak. 

Para ele, tudo isso é parte do “mito” que se formou ao redor de Jobs, mas que não estão tão longe de retratar a personalidade de sucesso que Jobs tinha. “Ele estava tentando ter um produto de sucesso, como o Apple II (desenvolvido e produzido por Wozniak). Mas falhou com o Apple III, o Lisa, o Macintosh e com o NeXT. Ele tentava isso de uma forma em que o sucesso poderia ser só dele”, termina Wozniak.