Você conhece os Fab Labs? A moda pegou também em Minas Gerais

Já foi inaugurado o primeiro laboratório de desenvolvimento de projetos no modelo Fab Lab de MG, mas há opções em diversas regiões do Brasil

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Por Paula Zogbi

30 de outubro de 2015 às 16:35 - Atualizado há 4 anos

Nesta quinta-feira, 29 da outubro, o Centro Universitário Newton Paiva inaugurou o primeiro Fab Lab (Laboratório de Fabricação) do estado de Minas Gerais. O projeto segue o conceito criado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) para desenvolver protótipos, ferramentas e softwares propostos por membros da comunidade acadêmica.

Os Fab Labs, espaços que promovem a viabilização de projetos que ainda estão em fase de criação virtual, já são uma realidade em diversas partes do mundo, e chegam com força à realidade brasileira nos últimos anos.

Criados originalmente pelo professor Neil Gershenfeld como parte de uma disciplina chamada “How To Make (almost) Anything” (ou como fazer [quase] qualquer coisa), os espaços têm a missão de disponibilizar equipamentos para pessoas que tenham boas ideias. Quaisquer pessoas. Como a intenção é também promover o acesso à informação, desde a criação deste primeiro Fab Lab, tudo o que um espaço produz deve ser replicado em todos os outros espaços da rede.

O primeiro a chegar ao Brasil foi o da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), e atualmente há aproximadamente 450 deles espalhados em 60 países, de acordo com o fablabbrasil.org. Pessoas interessadas em criar um espaço da rede encontram todas as informações no site da FabFoundation. Atualmente, o investimento fica entre US$25 mil e US$65 mil em equipamentos e US$15 mil e 40 mil em consumíveis (entre R$154 mil e R$400 mil, aproximadamente, no total), segundo o manual disponibilizado no site.

Segundo o Newton, o laboratório recém-criado disponibilizará impressoras 3D, cortadores de vinil, máquina de corte a laser, computadores de última geração e muitos outros equipamentos. Alunos da universidade poderão utilizar todas as ferramentas para trabalhar conjuntamente, e a universidade estuda transformar a criação em uma disciplina da grade curricular.

“O laboratório tem um milhão de atividades, depende da criatividade de quem está propondo. A Newton ainda está entendendo todo o potencial de utilização que ele permite, mas trata-se de um local para criar e tirar as ideias do papel. O Fab Lab não é um laboratório do futuro e sim um espaço do presente, onde podemos trabalhar pesquisa e inovação e tornar realidade o produto imaginado. Isto é muito válido em um mundo como o nosso, cheio de problemas sociais, pois no mesmo local será possível resolver problemas e materializar as novas ideias e soluções “, conta Jan Diniz, coordenador do Fab Lab da Newton e especialista em inovação e empreendedorismo.

No geral, os Fab Labs mais abundantes funcionam neste mesmo modelo, dentro de universidades, mas o cenário brasileiro é um pouco diferente: a maior parte deles é profissional, voltado a empreendedores. Isso significa que que qualquer pessoa que tenha boas ideias pode procurar uma unidade da rede para coloca-las em prática, em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Brasília, Recife e Florianópolis. A lista de contatos está aqui.