Viúva processa o Twitter por “permitir atividades” do Estado Islâmico

Os documentos enviados à Justiça pela viúva para justificar o processo afirmam que a rede social conta com mais de 70 mil contas relacionadas ao ISIS

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Por Júlia Miozzo

15 de janeiro de 2016 às 11:55 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Após a morte de seu marido em um ataque terrorista na Jordânia durante um treinamento militar, uma mulher está processando o Twitter por permitir que o Estado Islâmico, ISIS em inglês, e seus seguidores utilizem a rede social para divulgar e incentivar atos de violência.

Segundo o The Wall Street Journal, o marido da mulher era Lloyd Carl Fields Jr., um empreiteiro norte-americano que foi morto durante o incidente. “[…] por anos, o Twitter intencionalmente permite que o grupo terrorista ISIS use a rede social como uma ferramenta para espalhar a propaganda terrorista, levantar fundos e atrair novos membros. Esse material de apoio foi instrumental para o crescimento do ISIS e permitiu que realizasse diversos ataques terroristas”, explicou a mulher sobre o processo.

Os documentos enviados à Justiça para justificar o processo afirmam que a rede social conta com mais de 70 mil contas relacionadas ao ISIS. Uma porta-voz do Twitter disse ao jornal: “ameaças violentas e a promoção do terrorismo não merecem lugar no Twitter e, como em qualquer outra rede social, as regras deixam isso claro”. A rede social não faz ativamente uma limpeza nas contas pro-ISIS, mas têm deletado as contas que incitam a violência.

Como a publicação do WST reforça, as redes sociais são protegidas pela lei, com leis que afirmam que serviços como Twitter, Facebook e YouTube não são responsáveis pelas ações de seus usuários.