Uma lição para todos os unicórnios: seu valor astronômico pode não ser verdadeiro

Isso pode servir como um alerta para a grande quantidade de unicórnios que decidem abrir seu capital, todas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão em uma base privada

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Por Júlia Miozzo

19 de novembro de 2015 às 18:08 - Atualizado há 4 anos

Os investidores de startup podem começar a ficar atentos com o valuation que algumas “empresas unicórnios” recebem. Na última quinta-feira (19), a empresa de pagamentos móveis Square abriu seu capital com uma oferta pública inicial de US$ 9 por ação, um pouco abaixo das estimativas que beiravam os US$ 13. 

Como contou o Market Watch, esse preço estabelecido faz com que o valuation da empresa, exceto as concessões de ações, chegue a pouco menos de US$ 3 bilhões – sendo que, com a última rodada de investimentos que recebeu, que incluiu até o governo de Singapura, a empresa foi avaliada em mais de US$ 6 bilhões.

Isso pode servir como um alerta para a grande quantidade de unicórnios que decidem abrir seu capital, todas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão após investimento privado. “Isso certamente é um sinal para as outras empresas unicórnios que ultimamente tem grande crescimento de renda, mas não focam em rentabilidade”, disse Rich Kline, de um escritório de advocacia do Vale do Silício.

É um sinal de que as altas avaliações feitas por investidores privados não conseguem se sustentar mediante o mercado por não ter o foco principal: startups focam em aumentar sua base de usuários (e renda), mas não em sua lucratividade – e muitas tem gastos com aquisição maiores que suas receitas.

A Square é uma startup que faz parte desse caso: embora apresente forte crescimento de renda, ainda está perdendo muito dinheiro. Além disso, a empresa recentemente teve uma má experiência com a gigante Starbucks, que também foi um motivo citado para perder valor de mercado.