Uma em cada quatro startups "morre" no primeiro ano de vida; veja por quê

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Por Luiza Belloni Veronesi

9 de outubro de 2014 às 11:24 - Atualizado há 6 anos

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SÃO PAULO – A escola de negócios Fundação Dom Cabral divulgou nesta semana a pesquisa “Causa da Mortalidade de Startups Brasileiras”, na qual revela que 25% das startups “morrem” antes de completar um ano de funcionamento e, metade delas, em menos de quatro anos.

O estudo consultou fundadores de 221 startups, sendo 130 em operação e 91 já descontinuadas. Segundo o levantamento, três fatores explicam a alta taxa de descontinuidade das empresas.

O primeiro é o número de sócios: a cada sócio a mais que trabalha em tempo integral na empresa, a chance de descontinuidade da startup aumenta em 1,24 vez. Ou seja, quanto mais fundadores à frente da startup, maiores as suas chances de ‘morrer’. “Muitas vezes, os interesses pessoais e profissionais dos sócios não convergem, resultando em problemas de relacionamento, além da incapacidade de adaptação de muitos deles às necessidades e mudanças do mercado”, pontua o coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, responsável pela pesquisa.

Outro fator que pode causar o fim do negócio está relacionado ao volume de capital investido na startup antes do início das vendas. A pesquisa mostra que o cenário mais preocupante é o de startups cujo capital investido cobre os custos operacionais pelo período de 2 meses a um ano – elas são 3,2 vezes mais suscetíveis de desaparecer do que as companhias com capital suficiente para cobrir os custos por um mês e 2,5 vezes mais suscetíveis do que as com capital para cobrir os custos por mais de um ano de operação.

O terceiro fator que pode favorecer a ‘mortalidade’ das startups no Brasil é o local de instalação. Quando a empresa está em uma aceleradora, incubadora ou parque, a chance de descontinuidade da empresa é 3,45 vezes menor em relação às startups instaladas em escritório próprio ou sala/loja alugada. A pesquisa mostra, ainda, o padrão de instalação das startups nos estados brasileiros.

No Rio Grande do Sul e Pernambuco, elas tendem a se instalar em incubadoras, aceleradoras e parques; em São Paulo e Paraná, é mais comum a prática do home-office, coworking e escritório virtual; no Rio de Janeiro e Minas Gerais, predomina a instalação da empresa em escritório próprio ou sala alugada. “Segundo Arruda, startups inseridas em incubadores, aceleradoras ou parques tecnológicos têm mais chances de sobreviver, pois oferecem o tempo necessário para que as empresas alavanquem seus negócios sem ter os custos de um espaço próprio, “além de contribuir com incentivos educacionais, financeiros e de relacionamento”, destaca.