#UberOFF: motoristas se reúnem em paralisação, mas muitos continuam rodando

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Por Paula Zogbi

28 de março de 2016 às 10:48 - Atualizado há 5 anos

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Em busca de maiores tarifas e menores taxas por corrida, motoristas do Uber Brasil, chamados pelo próprio app de parceiros Uber, estão parados nesta segunda-feira por 24 horas. Mas a adesão à greve ainda parece estar abaixo do que eles gostariam.

Sem organização sindical ou liderança oficializada, o grupo sente dificuldades em dialogar entre si, com a mídia e com a própria empresa, que ainda não deu sinais de que pretende atender às reivindicações.

A manifestação é nacional: em São Paulo, um grupo se concentrou no Pacaembu para seguir em direção à sede do Uber, próxima à estação Barra Funda. Outros locais onde apoiadores afirmam haver adesão são: Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre, Brasília, Recife e Campinas.

Na sexta-feira, a estimativa de apoiadores do movimento era de que 2 mil profissionais aderissem à paralisação – há atualmente cerca de 10 mil parceiros Uber no país, segundo a própria empresa.

Discordâncias

Em um grupo fechado no Facebook de motoristas do aplicativo em São Paulo, pessoas a favor do movimento, chamado de #UberOFF, reclamam de áreas onde os carros circulam normalmente, enquanto outros publicam imagens de zonas onde as tarifas estão mais altas pela falta de oferta – a chamada “tarifa dinâmica”.

Um vídeo publicado por um dos parceiros mostra carros desaparecendo do mapa quando solicitada a carona, o que demonstraria que o aplicativo pode estar manipulando as imagens para “fingir” que não há greve e para que a tarifa dinâmica não “exploda”, segundo os próprios grevistas. Ao mesmo tempo, outros usuários disseram que estão conseguindo solicitar corridas em tempo real.

Reivindicações

Hoje, motoristas de UberX recebem 75% do valor de cada corrida no Brasil. Para Uber Black, a porcentagem é de 80%.

De acordo com os parceiros, como as tarifas para são muito baixas – o que é justamente o maior atrativo para os passageiros – os valores são suficientes apenas para manutenção do carro e gasolina. “Vamos mostrar quem é que está trabalhando [de] 14 a 18 horas por dia por 300 ou 200 reais, lembrando que ainda tem que tirar a gasolina desse valor, [além de] agua, bala, pacote de internet, seu café, seu almoço e a manutenção do seu sagrado veículo. Você viu só o quanto te sobrou?”, diz uma postagem no grupo, chamando para a greve.

Motoristas contrários à paralisação afirmam que a situação “faz parte do livre mercado”, e que pessoas insatisfeitas deveriam deixar o serviço.

Contatada, a assessoria de imprensa da companhia afirmou que usuários ainda não encontram problemas nas solicitações dos carros, e que apenas cerca de 20 veículos estavam reunidos no Pacaembu.

“Os motoristas parceiros continuam ganhando a mesma porcentagem (80% para UberBLACK e 75% para uberX) do valor pago pelos usuários por cada viagem que realizam pelo aplicativo. Com base em dados das mais de 400 cidades nas quais atuamos, verificamos que ao reduzir os preços, temos como resultado o aumento da demanda por carros. Com isso os motoristas parceiros farão ainda mais viagens e continuam gerando tanta renda quanto antes, chegando até a ganhar mais. O aumento na demanda significa que os parceiros passam a fazer mais viagens por hora e ficam menos tempo rodando entre uma viagem e outra”, disse, em nota, o Uber.