Uber teve a melhor resposta possível para um tiroteio, diz especialista

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Por Paula Zogbi

23 de fevereiro de 2016 às 14:55 - Atualizado há 5 anos

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No último final de semana, um homem identificado por autoridades como motorista do Uber matou seis pessoas e feriu outras em um tiroteio em Michigan, nos Estados Unidos. 

Imediatamente depois de um promotor afirmar que Jason Dalton confessou o crime, a startup de caronas afirmou que o motorista passara em seus testes de antecedentes, de acordo com o consultor de gestão de risco James Lukaszewski ao site Business Insider.

A polícia confirmou que ele não havia cometido nenhum crime até então, e a média de classificações dos usuários para Dalton era de 4,73 estrelas – sendo o máximo 5.

Em entrevista, o gestor afirmou que a responsabilidade do Uber com seus passageiros e motoristas é “explicar como eles conseguem estes motoristas e o processo pelo qual eles passam”. Esta explicação está disponível no site oficial da startup abertamente.

Para ele, no longo prazo a empresa não deverá ter problemas por conta do ocorrido – companhias aéreas, por exemplo, não costumam ver diminuição no número de passageiros depois de desastres aéreos de nenhuma natureza. “Mas se acontecer uma segunda vez, é outra questão”, afirma.

Em um pronunciamento, o diretor de segurança do Uber Joe Sullivan disse que a empresa entrou em contato com a polícia para ajudar da maneira que puder, e que está “horrorizado e de coração partido” com o ocorrido. Na segunda-feira, a startup afirmou que não pretende mudar o sistema de checagem para os motoristas.

De acordo com ele, os motoristas são suspensos imediatamente apenas se houver uma denúncia de violência. No dia em que houve o tiroteio, passageiros disseram que o comportamento de Dalton na direção estava irregular – mas não violento.