Uber pode ser uma empresa lucrativa, mas não quer – e o motivo é simples

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

16 de fevereiro de 2018 às 09:25 - Atualizado há 3 anos

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Como usuário, é difícil pensar que uma empresa como o Uber não é lucrativa. Como empreendedor ou CEO, essa pode ser uma escolha – polêmica, mas ainda assim, uma escolha. O CEO do Uber, Dara Khosrowshahi, optou por comandar uma empresa inovadora e em crescimento, mas não lucrativa.

“Estou bastante confiante de que podemos mudar os botões e transformar esse negócio em rentável se quisermos. Mas você iria sacrificar crescimento e inovação em uma categoria muito grande”, disse Khosrowshahi na Conferência de Tecnologia e Internet da Goldman Sachs em São Francisco. Segundo o Business Insider, o CEO deixou claro que a empresa está negativa pois seu foco não é rentabilidade, mas crescimento e inovação.

“Agora, eu incluo duas coisas. E há muito dinheiro nessas duas coisas: um é a quantia que estamos investindo em mercados emergentes, é um ‘significativo negativo’, mas é um investimento opcional para nós. Achamos que devemos continuar nesse caminho, continuaremos por um tempo, certo? Isso nos deixa negativos”, disse O CEO do Uber. A empresa está investindo em mercados emergentes lançando serviços exclusivos e mais adequados às necessidades de cada mercado, como o lançamento do Uber Chap Chap em Nairóbi, no Quênia.

“E as grandes apostas, autonomia, etc., também aumenta o negativo. Mas se você apenas diz, se alguém diz, ‘Esqueça tudo sobre isso, tudo o que eu quero é o principal, apenas vender todas as coisas ou parar de investir em todas essas coisas’, você teria um negócio que em um trimestre estaria no breakeven”. O Uber está investindo em carros autônomos, o que pode mudar completamente seu modelo de negócios no futuro – assim como transformar a mobilidade urbana em geral. Dara Khosrowshahi espera que os carros autônomos comecem a operar em 18 meses. Atualmente, a empresa concorre com outras empresas automobilísticas e de tecnologia nesse quesito.

Mas escolher inovar e crescer ao invés de lucrar não é uma escolha fácil de ser feita. Dara Khosrowshahi confessou que a situação é incômoda para ele, principalmente após comandar uma empresa rentável por 13 anos, “mas é a coisa certa a ser feita”.

O CEO da empresa acredita que, até a oferta pública inicial de ações da empresa – IPO deve acontecer em 2019 -, o Uber deverá mostrar algum lucro. “Esperançosamente, nós estaremos em 2019, nos preparando para um IPO, e eu acredito que iremos mostrar claramente para os investidores ou um caminho para o lucro ou para os principais mercados que são um pouco lucrativos. Ou podemos simplesmente chegar lá – ao lucro – e é apenas uma questão de qual é a oportunidade”, comentou.

O foco total em inovação antes mesmo do lucro demonstra as raízes da empresa: o Vale do Silício. O ecossistema mais inovador do mundo é o berço da empresa e de muitas outras inovações, como Airbnb e Google. Para conhecer em primeira mão as principais novidades lançadas no Vale do Silício atualmente, participe da Silicon Valley Conference que acontecerá em São Paulo.

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