Uber diz que não é táxi e critica “regularização” por Prefeitura de SP

Prefeito Fernando Haddad anunciou regulamentação inspirada em serviço da companhia e criou o "táxi preto". Uber continua ilegal

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Por Paula Zogbi

9 de outubro de 2015 às 12:23 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – A tentativa da cidade de São Paulo para regulamentar o Uber não foi muito bem recebida pela empresa.

O prefeito Fernando Haddad anunciou ontem a criação de uma nova categoria de transportes na cidade, o “táxi preto”, que autoriza a circulação de carros muito parecidos com os modelos da categoria “Uber Black”, mas com algumas condições, como só poder ser pago por aplicativos, e o pagamento de uma licença especial. Também foi estabelecido que as corridas terão um valor limite, de até 25% a mais do que os preços de táxis comuns.

Em resposta, a polêmica companhia enviou um comunicado à imprensa onde afirmava não ser uma empresa de táxi “e, portanto, não se encaixa em qualquer categoria deste tipo de serviço, que é de transporte individual público”. De acordo com a empresa, a regra é inconstitucional e as operações seguirão normalmente.

Dessa forma, os motoristas do Uber que quiserem continuar trabalhando na companhia continuam a operar sem reconhecimento da Prefeitura caso não ocorra um credenciamento. Segundo o comunicado, a decisão de não participar já foi tomada.

Serão disponibilizadas, mediante cadastro e sorteio, cinco mil licenças para a categoria de “táxis pretos”. A Prefeitura não divulgou ainda o valor cobrado, mas a Folha noticiou que ele pode chegar a R$60 mil para rodar por 35 anos. Terão prioridade pessoas que já trabalham como taxistas licenciados em nomes de terceiros.

Além disso, ainda segundo a Prefeitura, os aplicativos de táxi passarão a pagar impostos, como o ISS, e precisarão de um cadastro para funcionar.