"Uber da gasolina" tem preços atrativos, mas gera polêmica legal nos EUA

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Por Paula Zogbi

5 de Maio de 2016 às 11:01 - Atualizado há 5 anos

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No Brasil, abastecer o carro é simples – nos postos de gasolina, geralmente há quem faça o trabalho por você. Mas há alguns países em que a regra é que o próprio motorista desça do veículo e encha o tanque. E já tem gente querendo tornar este serviço mais cômodo, com o delivery de gasolina.

Startups como Purple, Filld, Yoshi e Booster Fuel já fazem entrega de gasolina ao toque de um aplicativo no celular, em cidades como San Francisco, Los Angeles, Palo Alto, Nashville, Tennessee e Atlanta. As duas primeiras têm foco em entregar a gasolina ao consumidor final, enquanto Yoshi e Booster Fuel focam em abastecer os próprios postos de gasolina.

Mas há uma questão legal envolvendo tanta praticidade: oficiais de algumas dessas cidades já afirmam que o transporte dessa quantidade de combustível não é nada seguro.

O departamento de bombeiros de San Francisco está entre eles, de acordo com uma reportagem da Bloomberg. Uma porta-voz disse inclusive que carros das companhias deverão ser denunciados.

Em Los Angeles, os bombeiros afirmaram estar trabalhando em alguma maneira de regularizar e permitir o funcionamento das startups com restrições e maior segurança.

Como funcionam

Os pedidos por abastecimento deverão ser feitos com no mínimo uma hora de antecedência. No horário marcado, chegam os caminhões, que possuem extintores, baldes com produtos químicos que absorvem vazamentos e cones de trânsito. Algumas das empresas já têm dezenas de caminhões em operação, e a Booster Fuels já arrecadou mais de 10 milhões de euros.

A taxa de entrega é de US$ 5, mas o preço do combustível é abaixo do praticado em postos comuns, segundo as empresas – até porque é mais barato manter caminhões do que todo um estabelecimento.