Os planos da TransferWise, fintech de US$ 3,5 bilhões, para o Brasil

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

25 de junho de 2019 às 16:26 - Atualizado há 1 ano

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A TransferWise, fintech de transferências internacionais, deseja expandir seu portfólio no Brasil. A empresa pretende lançar transferências também para pessoas jurídicas e, posteriormente, trazer sua conta digital multimoeda para o país.

A companhia chegou no Brasil em abril de 2016. Atualmente, o país figura como um de seus cinco maiores mercados. O motivo é claro: apenas em 2018, os brasileiros gastaram mais de R$ 300 milhões em taxas de transferências internacionais.

É justamente esse mercado que a fintech pretende atacar, com o objetivo de ser uma alternativa aos bancos tradicionais. De acordo com uma pesquisa realizada em parceria com a Rock Content, os brasileiros economizariam até R$ 200 milhões se tivessem usado a TransferWise para transferir o dinheiro.

Até agora, a empresa já intermediou mais de R$ 15 bilhões em transações no Brasil – e a expectativa é que esse número aumente ainda mais. Isso porque o valor corresponde apenas a transferência de dinheiro entre pessoas físicas. Nos 11 países em que está presente hoje, 30% das transações correspondem a pessoas jurídicas – o que explica por que a fintech deseja trazer a modalidade para o país.

Uma empresa “sem fronteiras”

Ao todo, a TransferWise atende a mais de cinco milhões de clientes ao redor do mundo. Embora as transferências internacionais sejam o coração da operação, a empresa também oferece uma conta digital “sem fronteiras” que suporta vários tipos de moeda.

Após as transferências para pessoas jurídicas, esse é o próximo produto que deverá chegar no Brasil, mas que ainda não possui uma data específica para lançamento. “Estamos fazendo todo o esforço para entender o mercado brasileiro”, conta Diana Ávila, líder da operação da América Latina da TransferWise.

Parte do entendimento do mercado brasileiro consiste em conscientizar as pessoas da quantidade de taxas que estão pagando. Ainda de acordo com a pesquisa, com uma base de 2.427 respondentes, 94,6% dos entrevistados afirmaram conhecer as taxas e impostos cobrados. No entanto, apenas 8,7% sabiam do spread bancário existente também na taxa de câmbio dos bancos.

“Os bancos cobram um câmbio comercial diferente do vigente do dia, ‘aquele que está no Google’, e a maioria das pessoas não sabem. A TransferWise chega a ser três vezes mais barata do que os bancos tradicionais no Brasil”, comentou Ávila.

O preço médio cobrado pela empresa é de 1,5% por cada transação, embora o número varie de acordo com a moeda e local de envio. Além disso, contam sobre o valor a ser transferido o imposto de IOF e VET (Valor Efetivo Total). Já no caso dos bancos, soma-se também o spread bancário no câmbio comercial, que se torna o principal fator de diferença entre os concorrentes.

A TransferWise no Brasil e no mundo

A TransferWise foi lançada em 2011 por dois amigos estonianos, Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann. Atualmente, a companhia conta com mais de 1.600 funcionários distribuídos pelo mundo.

Por ser uma empresa “sem fronteiras”, a TransferWise foi abrir um escritório em São Paulo apenas dois anos depois que chegou no país. Hoje, são mais de 150 funcionários focados no mercado brasileiro distribuídos em 11 escritórios pelo mundo. Um exemplo são alguns profissionais que, embora realizem o atendimento em português, vivem em outros locais.

Segundo Diana Ávila, a companhia se tornou lucrativa desde 2017. Desde que foi criada, ela levantou mais de US$ 700 milhões de investimentos de nomes como Richard Branson, Andreessen Horowitz e Max Levchin (PayPal). A última rodada foi no valor de US$ 292 milhões, avaliando a empresa em US$ 3,5 bilhões.